Alagoas

João José Pereira de Lyra: industrial, político e empresário das comunicações

TNH1 | 12/08/21 - 10h47 - Atualizado em 12/08/21 - 10h52
Foto: Agência Câmara

Faleceu nesta quinta-feira, 12, o ex-deputado federal por Alagoas e empresário João Lyra, aos 90 anos de idade. Ele estava internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para tratar sequelas da Covid-19. Ainda não se tem informações sobre velório e sepultamento. 

Formado em Direito pela Universidade Federal de Alagoas (Ufal), João José Pereira de Lyra, foi fundador e presidente do Grupo João Lyra, um dos maiores grupos do setor sucroalcooleiro do Nordeste. Em Alagoas foi presidente do Sindicato da Indústria do Açúcar do Estado (1971-1974), conselheiro da Associação Comercial (1994) e é presidente da Associação dos Produtores Independentes de Açúcar e Álcool desde 1995. Foi ainda proprietário dos veículos de comunicação, Radío e impresso O Jornal que encerraram ativiaddes em 2012.  

Na política foi eleito suplente de senador pelo PDS em 1982, e efetivado em 1988 com a eleição de Guilherme Palmeira para prefeito de Maceió. Foi eleito deputado federal pelo PTB em 2002 e candidato derrotado ao governo do estado em 2006. Reelegeu-se deputado federal em 2010.

Na política, João Lyra chegou a ser expressiva liderança no estado, chegando à Câmara Federal

Algumas homenagens recebidas em vida:

- Insigne colaborador do 20º Batalhão de Caçadores Maceió-AL (25/08/1970);
- Usineiro Destaque do Ano de 1980 - Embrapa.
- Serviços Prestados par a Incorporação do Exército na Comunidade Civil de Alagoas, 20º Batalhão de Caçadores (25/08/1971);
- Honra ao Mérito por colaboração prestada - Faculdade de Ciências Médica de Alagoas.
- Medalha dos 150 Anos de Independência, por serviços prestados - Governo de Alagoas.
- Medalha do Cinquebtenário do 20º Batalhão de Caçadores (11/12/1970);
- Medalha do Pacificador, concedida pelo Ministro do Exército, General Ernesto Geisel (01/11/1972).



Crise econômica

Depois de décadas de sucesso na vida empresarial, dono de um ex-império que incluía imensas extensões de terra, imóveis de luxo, cinco usinas de cana-de-açúcar, empresas de comunicação, táxi aéreo e até uma fábrica de adubos, um dos usineiros mais famosos do País começou a enfrentar problemas financeiros. Em 2014, grupo teve falência decretada, dando origem a um processo judicial que se arrasta até hoje.