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Jovem rapper morto nos EUA levou 25 tiros de policiais, diz advogada

Willie Bo, de 20 anos, morreu em um restaurante de 'fast food'; policiais alegam que dispararam temendo por segurança

VEJA.com | 21/02/19 - 18h55 - Atualizado em 21/02/19 - 15h50
O rapper Willie Bo | Instagram/Reprodução

O rapper Willie Bo (nome artístico de Wwillie McCoy), de 20 anos, morreu no início do mês após levar 25 tiros de policiais na Califórnia, segundo denunciou nesta quarta-feira 20 a advogada da família da vítima, Melissa Nold.

De acordo com Nold, seis policiais de Vallejo, cidade localizada 50 quilômetros ao norte de São Francisco, atiraram no rosto, na garganta, no peito, na orelha esquerda, braços e ombros de Willie Bo, de 20 anos, em um restaurante fast food no dia 6 de fevereiro. O rapper iniciava a carreira e já havia gravado canções como Nowadays e Young World.

“Isso foi exagerado. Não há provas que justifiquem esse nível de força e não há razão possível para que você precise atirar em alguém tantas vezes”, declarou a advogada. “Era quase como se eles estivessem praticando tiro ao alvo.”

Nold disse que Willie Bo estava na casa da família gravando músicas quando decidiu ir a um restaurante da rede Taco Bell para jantar.

A polícia informou que recebeu uma ligação do estabelecimento sobre um Mercedes-Benz estacionado na fila do drive-thru com o motor ligado e um homem que parecia desmaiado, com a cabeça no volante. De acordo com essa versão, os policiais notaram uma arma no carro reagiram quando Bo acordou, procurou a arma e ignorou a ordem de “mãos ao alto”.

“Temendo por sua segurança, seis policiais dispararam com suas armas de serviço”, disse a polícia de Vallejo em um comunicado. As autoridades também indicaram que a pistola foi carregada e havia sido reportada como roubada no Oregon.

Para Nold, que é ex-policial, nada justifica essa resposta. “Esse é o tipo de força que você usa em um tiroteio”, insistiu.

Ela acrescentou que, dadas as circunstâncias, eles poderiam ter tomado uma posição de defesa e acordar a vítima usando a sirene ou a corneta da patrulha.”Se achavam que ele estava armado, por que eles ficaram na frente dele?”, questionou.