Justiça

Justiça nega recurso e mantém júri popular para militares acusados de matar Davi Silva

Redação TNH1 | 23/10/20 - 17h19 - Atualizado em 23/10/20 - 17h27

A Justiça manteve a decisão de pronúncia e negou recurso impetrado pela defesa dos policiais militares Eudecir Gomes de Lima, Carlos Eduardo Ferreira dos Santos, Victor Rafael Martins da Silva e Nayara Silva de Andrade, acusados de matar o jovem Davi da Silva, durante uma abordagem policial, no Benedito Bentes, em agosto de 2014. A decisão foi publicada no Diário da Justiça Eletrônico (DJE) desta sexta-feira, 23. 

“Observando as razões invocadas pelos réus, entendo que nenhuma delas são suficientes para modificar o convencimento deste Juízo quanto à necessidade de submeter os acusados a julgamento pelo Tribunal do Júri”, diz trecho da decisão do juiz Thiago Augusto Lopes, da 14ª Vara Criminal de Maceió, sobre o recurso da defesa dos militares. “ Mantenho, portanto, na íntegra, a decisão de pronúncia”, conclui o magistrado, após citar jurisprudências para fundamentar a decisão.

No último dia 14 de setembro, a juíza Juliana Batistela Guimarães decidiu por pronunciar os militares e mandá-los a júri popular.

Os militares serão julgados por homicídio duplamente qualificado, ocultação de cadáver, além de tortura ao jovem Raniel Victor Oliveira da Silva, única testemunha do crime, encontrado morto meses depois do sumiço de Davi. 

O caso

Davi da Silva sumiu após uma abordagem policial no bairro de Benedito Bentes, em agosto de 2014. Segundo testemunhas, ele estava com uma pequena quantidade de maconha e foi colocado dentro da viatura. Desde então, não houve mais informações sobre o paradeiro do jovem. Na ocasião, Davi estava acompanhado de Raniel Victor Oliveira da Silva, que foi encontrado morto meses após o sumiço do colega. Ele era a principal testemunha do caso.