Liberdade foi concedida a João Antonio Pivetta Ribeiro da Silva e Gabriel Barros Martins, que estavam presos desde 20 de junho; outras quatro pessoas seguem presas
A Justiça liberou dois suspeitos pela morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, que caiu de uma ponte durante um salto de rope jump em Limeira, enquanto outros quatro permanecem detidos. A decisão ocorre após os acusados estarem presos desde junho, levantando questões sobre a segurança da atividade.
Os quatro suspeitos ainda detidos foram denunciados pelo Ministério Público por homicídio com dolo eventual, alegando que estavam cientes dos riscos envolvidos e falharam em garantir a segurança da vítima. Evelyne Dossantos Gonçalves, uma das acusadas, também enfrenta acusações de fraude processual por tentar destruir provas.
As investigações apontam que Evelyne tinha a responsabilidade de assegurar os padrões de segurança da empresa, enquanto a polícia analisou um total de oito pessoas no caso. O Ministério Público arquivou temporariamente as acusações contra dois outros homens, e a defesa dos envolvidos está sendo contatada.
A Justiça soltou, nesta quarta-feira (8), dois suspeitos presos pela morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, jovem lançada sem cordas durante um salto de rope jump, em Limeira, no interior de São Paulo. A liberdade foi concedida a João Antonio Pivetta Ribeiro da Silva e Gabriel Barros Martins, que estavam presos desde 20 de junho.
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Denunciados pelo Ministério Público
Em contrapartida, outras quatro pessoas suspeitas ainda seguem presas. Todas elas foram denunciadas pelo Ministério Público de São Paulo. Eles são: Luís Felipe Feliciano Egoroff, Maicon Fernandes Cintra, Vitor de Freitas Gonçalves e Evelyne Dossantos Gonçalves.
Luís Felipe, Maicon e Vitor foram denunciados por homicídio com dolo eventual — quando o indivíduo, embora não deseje diretamente o resultado morte, age de forma a assumir o risco do óbito —, qualificado por motivo torpe e recurso que impossibilitou a defesa da vítima.
O MP afirma que os homens tinham pleno conhecimento do perigo da atividade, mas deixaram de adotar o cuidado necessário para resguardar a segurança de Maria Eduarda. De acordo com as investigações, o trio atuou diretamente no arremesso da vítima, motivo pelo qual foram autuados em flagrante, tendo suas prisões posteriormente convertidas em preventivas.
Já Evelyne, além de homicídio, foi indiciada também por fraude processual, já que tentou eliminar a câmera presa ao corpo da jovem na tentativa de obstruir a investigação.
Segundo as apurações, Evelyne gerenciava a logística, captação de clientes e a divulgação comercial da empresa. O órgão também afirma que, por ela estar nessa função, tinha o dever de garantir os "padrões mínimos de segurança" realizado pelos instrutores.
Ao todo, a polícia investigou oito pessoas no caso. Além de João e Gabriel, o MP promoveu o arquivamento, ao menos por ora, em relação a outros dois homens.
A CNN Brasil tenta localizar a defesa de todos os citados nas investigações.
Relembre o caso
Maria Eduarda Rodrigues de Farias procurou a empresa para realizar um salto de rope jump, mas morreu após ser lançada da ponte. No momento do salto, ela não estava presa à corda de proteção.
Testemunhas gravaram o momento do acidente. Nas imagens, é possível ouvir pessoas gritando ao perceberem que ela não estava presa ao sistema de segurança.
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