Polícia

Laudo descarta estupro de criança encontrada morta em piscina no Francês

Redação TNH1 | 06/09/21 - 15h13 - Atualizado em 06/09/21 - 16h06
Reprodução

A delegada Liana França, do 17º Departamento Policial (17º DP), disse nesta segunda-feira, 6, que o laudo expedido pelo Instituto Médico Legal (IML) descarta a possibilidade de o menino Luan Henry de Souza Dantas, de apenas 2 anos, ter sofrido abuso sexual antes de ser encontrado morto, dentro da piscina de uma residência, na Praia do Francês, em Marechal Deodoro, no último dia 24 de julho. "No laudo expedido não foi constatado o estupro", disse Liana França em entrevista ao TNH1.

No entanto, a delegada segue com as investigações e deve pedir uma reconstituição da cena na casa onde o corpo da criança foi encontrado. "Ainda não está confirmada, mas eu devo conversar com os policiais para fazermos a reconstituição do caso. Até para tentar entendermos melhor o que aconteceu naquele dia”, disse a delegada.

Luan Henry era filho adotivo de Camila Moreira, que chegou a ser presa suspeita de abandono de incapaz. Em entrevista ao TNH1, no dia 28 de agosto, o advogado Carlos Ângelo, que faz a defesa de Camila, chegou a dizer que sua cliente estava sendo vítima de preconceito por manter uma relação com um homem trans e ser de religião de matriz africana. “Era uma criança muito bem cuidada, muito amada. O que aconteceu foi uma fatalidade. Vamos provar a inocência da Camila. O que aconteceu foi uma tragédia. Ela está muito abalada, perdeu um filho e está passando por isso”, disse o advogado à época. 

Sobre o resultado do laudo cadavérico ao qual se referiu a delegada Liana França, a assessoria de comunicação do IML disse que não poderia divulgar ao TNH1 o laudo do exame para não atrapalhar as investigações. Segundo o IML, a causa da morte de Luan foi afogamento.

O caso - Luan Henry estava em uma residência no Loteamento Recanto dos Coqueirais, na Praia do Francês, na companhia de sua mãe adotiva, Camila Moreira, e de familiares, quando foi encontrado no fundo da piscina. O menino chegou a ser socorrido pela diarista da casa e levado pela família à UPA do Francês, onde já chegou em óbito. Além dele, na casa estavam ainda sete pessoas adultas e outras três crianças.