Alagoas

Mãe é suspeita de coordenar finanças de quadrilha comandada pelo filho preso

14/04/16 - 08h46 - Atualizado em 14/04/16 - 11h06
Montagem TNH1

Uma mulher de 55 anos foi presa em uma operação do Grupo de Combate às Organizações Criminosas (Gecoc), na manhã desta quinta (14), apontada em investigações como tesoureira da organização criminosa comandada pelo filho, um reeducando do sistema prisional alagoano.

O grupo é suspeito de envolvimento em tráfico de drogas e roubo a banco e com um de seus integrantes foram apreendidas 10 bananas de dinamite.

Marileide Pereira dos Santos é mãe de Marcelo Pereira dos Santos, o "Marcelo Neguinho", apontado como líder do tráfico de drogas em dois bairros de Maceió, Jacintinho e Jatiúca. Ele se encontra no Presídio de Segurança Máxima, mais precisamente na cela 6B.

A mulher foi presa em casa. Com ela, foram apreendidos R$ 400 em espécie, vários depósitos bancários e aparelhos celulares. Como era ela quem movimentava as finanças do bando, o Gecoc pedirá ao Judiciário o bloqueio de todas as contas bancárias.

A operação contou também com apoio do Batalhão de Radiopatrulha para cumprir quatro mandados de prisão e dois de busca e apreensão.

Outro reeducando comandava ações

Um segundo reeducando foi identificado como integrante do grupo, o Renato dos Santos, apelidado de "Feio". Ele era gerente da organização criminosa comandada por Marcelo e está custodeado no Cadeião, de onde, segundo a apuração do Gecoc, coordenava o tráfico de drogas na região do Jacintinho.

O último preso foi Paulo Victor Pereira Salgueiro, apontado como gerente da quadrilha no bairro da Jatiúca. Em sua casa, em Cruz das Almas, foram recolhidas 10 bananas de dinamite. Já no apartamento onde ele reside, na Jatiúca, o Gecoc e a PM apreenderam cocaína, crack e maconha, balanças de precisão.

Ao perceber a movimentação da polícia, o acusado ainda tentou jogar a cocaína dentro do vaso sanitário, porém, foram tiradas fotografias para comprovar que Paulo Victor tentou se livrar de uma das provas do crime. Tanto ele, quanto Marileide Pereira, assim como todo o material apreendido, foram levados à Central de Flagrantes. 

Os dois reeducandos também foram encaminhado à Central para a lavratura dos devidos procedimentos legais.

Atuação em toda a Capital 

As investigações do Gecoc duraram quatro meses e se concentraram contra o "braço forte" de uma grande organização criminosa que atua em quase todos os bairros da capital.

Os seis mandados, quatro de prisão e dois de busca e apreensão, foram expedidos pela 17ª Vara Criminal da Capital.

Mãe é suspeita de coordenar finanças de quadrilha comandada pelo filho preso
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