A decisão do governo dos Estados Unidos de classificar o Comando Vermelho e o PCC, as duas facções criminosas mais atuantes no Brasil - e até no exterior - como "grupos terroristas" tomou as atenções da classe política brasileira.
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As opiniões se dividem: os governistas falam em "intervenção norte-americana" e "atentado à soberania nacional"; a opinião festeja, argumentando que o governo do PT tem se omitido e, em certos casos, até protegido as facções.
O portal "O Antagonista" relata um depoimento a respeito:
"Um juiz federal com três décadas de atuação na fronteira com Bolívia e Paraguai, e que mandou prender o traficante Fernandinho Beira-Mar, defende que o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (PV) sejam tratados como organizações terroristas.
Odilon de Oliveira, 76 anos, aposentado, afirmou concordar com a decisão de Washington de classificar as duas facções nessa categoria, anunciada pelo secretário de Estado americano Marco Rubio na quinta-feira, 28.
Em entrevista ao Estadão, ele disse que não acha que a 'classificação seja fundamental para o governo americano desrespeitar a soberania brasileira. Donald Trump está apenas usando da faculdade de enquadrar o PCC e o CV como grupos terroristas, e não obrigando o Brasil a fazê-lo. São duas coisas diferentes. Na segunda hipótese, sim, estaria ignorando a soberania brasileira'.
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