Meio Ambiente

Manchas de óleo migram do Norte para o Sul e Alagoas ainda é pouco afetado

Deborah Freire | 04/10/19 - 12h07 - Atualizado em 07/10/19 - 08h34
Agora RN

O levantamento dos pontos atingidos por manchas de óleo no litoral do Nordeste, feito pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama), mostra que Alagoas é um dos estados menos afetados pelo problema, mas, ainda assim, segue em monitoramento.

De acordo com o analista ambiental do órgão, Roberto Vagner, as manchas encontradas nas praias alagoanas até o momento têm de 1 centímetro a 10 centímetros. O tamanho é bem diferente daquelas encontradas em Sergipe, por exemplo, onde uma quantidade enorme de petróleo amanheceu boiando na praia de Coroa do Meio, em Aracaju, nesta sexta (4).

Segundo o levantamento do Ibama, há 124 localidades afetadas. Vagner explica que, como existem plataformas de petróleo no litoral sergipano, é preciso fazer a coleta do material para se investigar se é originário das plataformas ou se é o mesmo encontrado em outras praias desde o início de setembro. "Existe uma corrente que vem da África, atravessa o Atlântico, chega próximo ao Rio Grande do Norte, e lá se separa. Uma parte desce sentido sul, justamente onde se iniciou o problema. A outra sobe sentido Norte, para Ceará e Maranhão", explica.

Banhistas e animais marinhos

Em Alagoas, ainda não houve relatos de animais marinhos oleados, como tartarugas encontradas completamente cobertas de petróleo em outras praias da região. Nessas localidades, muitas morreram, assim como uma ave da espécie bobo-pequeno.

No entanto, o monitoramento continua, e o Ibama orienta que os banhistas fiquem atentos aos casos de alergia. Segundo Ricardo Vagner, o risco para o ser humano é apenas para os alérgicos às substâncias presentes no petróleo. "Os banhistas podem apresentar irritação, vermelhidão. Fora isso, o maior transtorno é ficar com o pé sujo. Para remover, se usa óleo de cozinha e, em seguida, lavar com água e sabão", recomenda.

"