Minas Gerais registra primeira morte por hantavírus no ano; saiba como a doença é transmitida

Publicado em 11/05/2026, às 13h37
Rudson Amorim/Agência Brasil
Rudson Amorim/Agência Brasil

Por Agência Brasil

A Secretaria de Saúde de Minas Gerais confirmou a primeira morte por hantavírus no estado em 2023, relacionada a um homem de 46 anos que teve contato com roedores em área de lavoura, sem ligação com um surto em navio de cruzeiro.

Em 2025, Minas Gerais registrou quatro casos de hantavirose, com dois óbitos, e em 2024 foram sete casos, com quatro mortes, destacando a prevalência da doença em áreas rurais devido ao contato com roedores infectados.

A secretaria enfatizou a importância de medidas preventivas, como o armazenamento adequado de alimentos e a limpeza de terrenos, além de recomendações para ventilação e limpeza de ambientes potencialmente contaminados antes de entrar.

Resumo gerado por IA

A Secretaria de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) confirmou a primeira morte por hantavírus no estado este ano. O caso, notificado em fevereiro e confirmado pela Fundação Ezequiel Dias, não tem relação com o surto da doença registrado em um navio de cruzeiro que navegava no Oceano Atlântico.

Em nota, a pasta informou que o paciente, um homem de 46 anos, era residente de Carmo do Paranaíba, no Alto Paranaíba, e apresentava histórico de contato com roedores silvestres em área de lavoura. A secretaria reforçou que a cepa de hantavírus identificada no Brasil não é transmitida de pessoa para pessoa.

“Trata-se de um caso isolado, sem relação com outros registros da doença”

No comunicado, a secretaria destacou ainda que um segundo registro de hantavírus atribuído ao estado não foi confirmado e que já solicitou ao Ministério da Saúde a correção da informação nos sistemas oficiais. 

Dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) indicam que Minas Gerais contabilizou quatro casos confirmados de hantavirose em 2025, com dois óbitos. Já em 2024, foram sete casos confirmados, com quatro óbitos. 

Entenda

A secretaria destacou que a hantavirose é uma zoonose viral aguda que, no Brasil, se manifesta principalmente na forma da Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus. A transmissão para humanos acontece, na maioria das vezes, pela inalação de partículas presentes na urina, nas fezes e na saliva de roedores silvestres infectados. 

“As infecções ocorrem principalmente em áreas rurais, geralmente associadas a atividades ocupacionais ligadas à agricultura e ao contato com ambientes infestados por roedores.” 

Os sintomas iniciais incluem febre, dores no corpo, cefaleia, dor lombar e dor abdominal. Em casos mais graves, a doença pode evoluir para dificuldade respiratória, tosse seca, aceleração dos batimentos cardíacos e queda da pressão arterial. 

Não há tratamento específico para a hantavirose. O atendimento é baseado em medidas de suporte clínico, conforme avaliação médica.

Medidas de prevenção

A secretaria reforçou ainda a importância de medidas de prevenção, sobretudo em áreas rurais. Entre as principais orientações estão:

  • manter alimentos armazenados em recipientes fechados e protegidos de roedores;
  • dar destino adequado ao lixo e entulhos; manter terrenos limpos e roçados ao redor das residências;
  • não deixar ração animal exposta; retirar diariamente restos de alimentos de animais domésticos;
  • evitar plantações muito próximas das casas, mantendo distância mínima de 40 metros.

Outra recomendação é ventilar o ambiente antes de entrar em locais fechados, como paióis, galpões, armazéns e depósitos.

"Antes da limpeza desses espaços, a orientação é umedecer o chão com água e sabão, evitando varrer a seco, para reduzir o risco de suspensão de partículas no ar”, concluiu a pasta.

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