Mistério sobre o 'alpinista das botas verdes' no Everest é desvendado

Publicado em 02/07/2026, às 22h26
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Por Galileu

Após três décadas, a identidade do alpinista conhecido como 'Botas Verdes' foi revelada como sendo Dorje Morup, um indiano que morreu no Everest, onde seu corpo se tornou um marco sombrio para outros alpinistas.

Morup, que tinha 47 anos quando faleceu, foi identificado por meio de comparação de DNA, e suas características, especialmente suas botas verdes, tornaram seus restos mortais facilmente reconhecíveis na montanha.

A Polícia de Fronteira Indo-Tibetana planeja uma operação de resgate para recuperar os restos de Morup na face tibetana do Everest, programada para o verão, quando as condições de degelo forem mais favoráveis.

Resumo gerado por IA

A identidade do alpinista desconhecido, apelidado de "Botas Verdes", por causa do seu calçado, foi finalmente revelada após três décadas desde que o seu corpo foi encontrado no Everest. O local onde ficou o corpo também foi batizado como "a caverna do Botas Verdes".

O alpinista havia se tornado um marco sombrio, congelado no gelo após morrer na montanha mais alta do mundo, no Himalaia.

O homem foi preservado pelas temperaturas gélidas, com os pés ainda projetando-se através da neve e do gelo. Graças a uma comparação de DNA, ele foi identificado como o alpinista indiano Dorje Morup, morto aos 47 anos.

Reprodução/Indo-Tibetan Border Police

As botas verdes características de Dorje tornaram seus restos mortais instantaneamente reconhecíveis e fizeram dele um dos marcos do Everest. Inúmeros alpinistas que percorrem a rota nordeste da montanha passam por ele. À medida que as expedições à montanha mais alta do planeta aumentaram nos anos seguintes, "Bortas Verdes" se tornou um ponto de referência inquietante, porém prático para os alpinistas e os guias locais.

"É difícil não ver a pessoa deitada ali", declarou certa vez o veterano alpinista Noel Hanna.
Durante 30 anos, muitos alpinistas acreditaram que o corpo pertencia a outro alpinista indiano, Tsewang Paljor, de 28 anos, contou o "Sun".

A Polícia de Fronteira Indo-Tibetana (ITBP, na sigla em inglês) confirmou a identidade de Dorje antes de uma iniciativa para recuperar seus restos mortais da notória "zona da morte". Atualmente, ele permanece congelado a uma altitude superior a 8.000 metros.

Autoridades planejam contratar uma equipe de resgate de alta altitude para realizar a perigosa operação de recuperação na face tibetana da montanha, mais adiante no verão, quando o degelo estiver avançado.

Morup fazia parte de uma expedição da ITBP composta por seis membros que tentou escalar o Everest pela face norte em 10 de maio de 1996.

No entanto, quando a equipe foi surpreendida por uma nevasca violenta perto do cume, três dos alpinistas decidiram retornar. Dorje, ao contrário, preferiu seguir na escalada, encontrando o seu destino fatal.

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