Modelo brasileiro é encontrado morto em apartamento em Paris

Publicado em 05/11/2026, às 17h50
Foto: Reprodução/Redes Sociais
Foto: Reprodução/Redes Sociais

Por G1

O modelo e estilista Rafael Pereira Modesto, de 39 anos, foi encontrado morto em seu apartamento em Paris, após uma semana sem contato com a família, que estava preocupada com seu sumiço.

A família, que não recebeu informações sobre a causa da morte, está tentando arrecadar R$ 50 mil para o traslado do corpo ao Brasil, tendo conseguido apenas R$ 9 mil até o momento.

A madrasta de Rafael solicitou apoio do governo brasileiro para ajudar nos trâmites, enquanto a família espera que ele seja velado e enterrado em Uberlândia, sua cidade natal.

Resumo gerado por IA

O modelo e estilista Rafael Pereira Modesto, de 39 anos, natural de Uberlândia, no Triângulo Mineiro, foi encontrado morto no apartamento onde morava, em Paris, na França, no sábado (31). Ele estava sem fazer contato com a família desde 23 de outubro.


Os familiares tentam custear o traslado do corpo ao Brasil.

Segundo a madrasta de Rafael, Juliana Costa, o último contato com o modelo ocorreu no dia 23. Ele tinha o costume de conversar diariamente ou, no máximo, a cada dois dias com a mãe, a irmã e a avó.

Depois de uma semana sem notícias, a família ficou preocupada e pediu ajuda a uma amiga que também mora na França.


A mulher foi até o apartamento de Rafael para verificar se estava tudo bem, mas não conseguiu contato com ele. Sem resposta, os bombeiros e a polícia francesa foram acionados, arrombaram a porta e encontraram o corpo no interior do apartamento.


A família não havia recebido informações oficiais sobre a causa da morte ou se o corpo apresentava marcas de violência até a última atualização desta reportagem.


"Foi desesperador. A gente ficou sem saber, mandando mensagens, tentando contato com alguém lá que pudesse falar alguma coisa dele e saber onde ele morava. Foi tudo muito difícil", disse Juliana.

Família busca traslado do corpo

De acordo com a madrasta, os procedimentos para a documentação e o transporte do corpo até o Brasil devem custar aproximadamente R$ 50 mil.


A família busca arrecadar o valor e conseguiu cerca de R$ 9 mil em doações via Pix, mas ainda precisa de ajuda para alcançar o valor necessário. Segundo a madrasta, uma cunhada de Rafael ficou responsável por manter contato com o consulado brasileiro e buscar orientações sobre os procedimentos.


"Nosso objetivo nesse momento é conseguir trazer o corpo dele de volta. A gente queria muito que tivesse um auxílio do governo, nem falo financeiro, mas que fosse lá e ajudasse a resolver, porque é um custo muito alto", afirmou Juliana.

A família espera que Rafael seja velado e enterrado em Uberlândia, cidade onde nasceu e onde vivem os parentes.


O g1 entrou em contato com o Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) sobre as medidas adotadas em relação ao caso, mas não havia obtido resposta até a última atualização desta reportagem.

Rafael morava na Europa desde jovem

Rafael deixou o Brasil quando tinha 18 anos. Ao longo dos anos, morou em diferentes lugares da Europa, até se estabelecer em Paris.


Segundo a madrasta, ele trabalhava como modelo e estilista, gostava de moda e tinha o sonho de conhecer o mundo. Ela o descreveu como alguém alegre e muito ligado à família.
Juliana conhecia Rafael havia cerca de 25 anos e acompanhou parte da infância e da adolescência dele.


Mesmo vivendo longe, Rafael mantinha contato frequente com os parentes no Brasil e demonstrava preocupação com a saúde deles.


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