Morador faz descoberta de 3 mil anos de idade no quintal de casa

Publicado em 15/10/2026, às 21h19
Ministério do Turismo e Antiguidades do Egito
Ministério do Turismo e Antiguidades do Egito

Por Extra

Um homem encontrou relíquias de 3 mil anos em seu quintal na aldeia de Behebat al-Hijara, Egito, que resultaram em uma escavação arqueológica significativa, revelando estátuas possivelmente do Rei Ramsés II.

Entre os achados, destaca-se uma cabeça colossal de 1,60 metros e uma segunda estátua de 2,4 metros, ambas relacionadas ao rei que governou o Egito entre 1279 AC e 1213 AC, além de inscrições hieroglíficas que reforçam sua importância.

O Ministro do Turismo e Antiguidades do Egito destacou que essa descoberta é um importante acréscimo ao patrimônio arqueológico do país, ressaltando a relevância histórica da área de Behbeit El-Hagar, conhecida por seu templo dedicado à deusa Ísis.

Resumo gerado por IA

Um homem trabalhava no quintal da sua casa quando, como numa cena de desenho animado, deu de cara com duas pedras enormes. Em pouco tempo, o imóvel viveu uma transformação drástica: seu pequeno jardim virou centro de uma escavação arqueológica do Conselho Supremo de Antiguidades do Egito.

O pequeno pedaço de terra da aldeia de Behebat al-Hijara (província de Gharbia, Egito) guardava relíquias de 3 mil anos de idade.

Num primeiro momento, o homem tinha encontrado “apenas” uma pedra coberta de inscrições hieroglíficas. Foi só após as autoridades começaram a escavação que os restos de duas estátuas — possivelmente de quase 9 metros de altura — foram encontrados.

A descoberta foi divulgada pelo Ministério do Turismo e Antiguidades do país no Facebook. Segundo a postagem, uma das estátuas representa o Rei Ramsés II, enquanto a outra “provavelmente” também representa o mesmo rei.

A primeira descoberta foi uma cabeça descrita como “colossal”, com aproximadamente 1,60 metros de altura, nela, o Ramsés II, que comandou o Egito entre 1279 AC e 1213 AC, mais de 3 mil anos atrás, é retratado usando a coroa dupla, que simboliza a unificação do Alto e do Baixo Egito.

Os restos da parte superior da coluna posterior da estátua também foram encontrados, contendo uma inscrição com o título de Hórus do rei, "Hor-ka-nakht-mery-maat".

Para Hisham El-Leithy, secretário-geral do Conselho Supremo de Antiguidades, o tamanho da cabeça descoberta indica que a altura original da estátua, incluindo sua base, pode ter sido de cerca de 8,5 metros, o que reflete a enormidade e a importância artística da estátua.

A segunda descoberta foi maior ainda, com aproximadamente 2,4 metros de altura, faltando a base e as pernas. É essa que os arqueólogos apenas acreditam, no momento, retratar o mesmo rei.

Já o bloco, encontrado ainda pelo morador da residência, é feito de granito rosa, com 1,30 metro de comprimento e contém vestígios de inscrições hieroglíficas que incluem dois títulos do Rei Ramsés II: “Nesu Beti” (Rei do Alto e Baixo Egito) e “Sa Ra” (Filho de Rá).

O Ministro do Turismo e Antiguidades do Egito, Sherif Fathy afirmou que a descoberta representa um “importante acréscimo às descobertas arqueológicas que o Egito vem testemunhando, e contribui para lançar mais luz sobre a história da área de Behbeit El-Hagar e sua importância arqueológica e cultural”.

Behbeit El-Hagar é considerado um dos sítios arquelógicos mais importantes do Delta do Nilo, no Egito, e é famosa pelos vestígios de um enorme templo dedicado ao culto da deusa Ísis, bem como pelos blocos de granito e elementos arquitetônicos que contém, refletindo a importância religiosa e arquitetônica que a área possuía no antigo Egito.

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