Brasil

Morre Humberto Braga, produtor cultural e braço direito de Regina Duarte

Folhapress | 05/02/21 - 12h38 - Atualizado em 05/02/21 - 12h48
Reprodução

O produtor cultural e ator Humberto Braga morreu, aos 74 anos, nesta quinta-feira (4). A informação foi divulgada em nota pela Fundação Nacional das Artes, a Funarte, órgão que ele presidiu em 2016, durante o governo de Michel Temer. A causa da morte não foi revelada.

Braga ganhou destaque na carreira artística em 1968, quando ingressou no extinto Ministério da Educação e Cultura. Em 1994, assumiu o cargo de direção de artes cênicas da Funarte, onde permaneceu até 2000, quando passou a comandar a Secretaria de Música e Artes Cênicas, do extinto Ministério da Cultura. Em 2016, retornou a Funarte, mas desta vez, como presidente.

Além disso, no ano passado, o produtor também ficou conhecido como o braço direito da ex-secretária especial da Cultura do governo federal Regina Duarte. A atriz tentou fazer dele seu secretário-adjunto, mas foi impedida depois de o presidente Bolsonaro ver fotografias do produtor com parlamentares de esquerda, como Marcelo Freixo, do PSOL, do Rio de Janeiro, em eventos públicos.

Depois de exonerar o maestro Dante Henrique Mantovani da presidência da Funarte, Regina tentou então nomear Braga ao cargo, mas foi novamente impedida e, dois meses depois, Mantovani retornou ao posto, com a assinatura do ministro chefe da Casa Civil, Braga Netto.

Em meio a críticas bolsonaristas que apontavam Braga como "esquerdista", Regina argumentou na época que o produtor nunca foi ligado a partidos e trabalhou em governos conservadores.

Braga também fez parte do Serviço Nacional de Teatro, em 1976, participou do processo de regulamentação das profissões de artista e de técnico e ajudou a fundar a Escola Nacional de Circo.

"Um homem do teatro, um homem das artes", afirmou uma nota publicada pela Associação dos Produtores de Teatro do Rio de Janeito, nas redes sociais. "Humberto era produtor, professor e ator, um aliado e defensor da democracia, do diálogo, da liberdade de expressão e da classe artística."