Morte de bebê por espancamento: pai alega, em depoimento, ter feito massagem cardíaca na filha

Publicado em 03/09/2026, às 12h32
A bebê Anne Emanuelly Nunes da Silva Santos tinha dois meses - Foto: Reprodução
A bebê Anne Emanuelly Nunes da Silva Santos tinha dois meses - Foto: Reprodução

por Eberth Lins

Publicado em 03/09/2026, às 12h32

A bebê Anny Emanuelly Nunes da Silva, de dois meses, foi encontrada morta em Senador Rui Palmeira, Alagoas, com hematomas, e seu pai, de 19 anos, foi preso sob suspeita de espancamento, confessando o crime à polícia.

O pai, no entanto, mudou sua versão, alegando que a criança caiu da cama e que os hematomas foram causados por isso, enquanto tentava acalmá-la ao dar tapinhas nas costas e no peito.

A investigação está em andamento pela Polícia Civil, que aguarda o laudo do Instituto Médico Legal para esclarecer a causa da morte, enquanto diligências e depoimentos de testemunhas continuam a ser realizados.

Resumo gerado por IA
O pai da bebê Anny Emanuelly Nunes da Silva, de dois meses, foi interrogado e apresentou a versão dele sobre a sequência que terminou com a morte da criança.  A bebê morreu após ser encontrada com hematomas no último dia 30, em Senador Rui Palmeira, no Sertão de Alagoas. O pai dela, de 19 anos, foi preso por suspeita de espancamento e, segundo a Polícia Militar, confessou o crime.
A bebê chegou à unidade acompanhada dos pais e, de acordo com o relato repassado pela equipe médica à Polícia Civil, a mãe da criança chegou a afirmar que o responsável pelos maus-tratos teria sido o pai, que segue preso suspeito pelo crime. 
Agora, de acordo com a Polícia Civil, o homem negou ter agredido a filha, em depoimento. Segundo o relato apresentado à autoridade policial, ele alega que a criança caiu da cama duas vezes, o que teria motivado os hematomas.
No interrogatório, o jovem relatou também que, ao perceber a filha chorando, "dava tapinhas nas costas e no peito da criança" com a intenção de fazê-la parar de chorar, negando que tivesse a intenção de agredi-la.

Ainda de acordo com o interrogatório, no dia 30 de agosto, a bebê teria apresentado dificuldades respiratórias. O pai afirmou que tentou realizar massagens na criança na tentativa de reanimá-la e que a companheira acionou uma ambulância.

De acordo com o relato, quando o socorro chegou, a criança apresentava pouca respiração e não resistiu às tentativas de reanimação realizadas pela equipe médica.

A versão apresentada pelo investigado será confrontada com os demais elementos que integram a investigação. O caso segue sendo apurado pela 2ª Delegacia Regional de Santana do Ipanema, sob a coordenação do delegado Francisco Torquato.

Como próximos passos, a Polícia Civil aguarda a conclusão e disponibilização do laudo do Instituto Médico Legal (IML), documento que será fundamental para esclarecer a causa e as circunstâncias da morte da bebê.

Paralelamente, a equipe policial continua realizando diligências e ouvindo outras testemunhas, com o objetivo de reunir todos os elementos necessários para a elucidação do caso e definição das responsabilidades.

Gostou? Compartilhe