Caroline Pinto dos Santos estava internada desde o dia 13 de junho no Hospital Municipal Pedro II, em Santa Cruz, na Zona Oeste da cidade
Uma mulher de 31 anos, Caroline Pinto dos Santos, faleceu após sofrer queimaduras em 65% do corpo durante um ritual em um terreiro de candomblé no Rio de Janeiro, levantando preocupações sobre a segurança em práticas religiosas.
O incidente ocorreu quando etanol foi usado para acender uma fogueira, atingindo Caroline, que estava de costas para a roda de participantes; ela foi socorrida, mas não sobreviveu aos ferimentos.
A Casa do Ogum, onde o ritual aconteceu, afirmou que não autorizou condutas que levaram ao acidente e se colocou à disposição para colaborar com as investigações, que estão sendo conduzidas pela Polícia Civil.
Uma mulher morreu na quinta-feira, 9, após ter 65% do corpo queimado durante um ritual religioso realizado num terreiro de candomblé em Realengo, na Zona Oeste do Rio. A vítima, Caroline Pinto dos Santos, de 31 anos, estava internada no Hospital Municipal Pedro II, em Santa Cruz, também na Zona Oeste da cidade, desde o dia 13 de junho.
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Segundo relatos, Caroline participou de uma cerimônia dirigida por Thayane Alves, conhecida como Thayane de Oxum, e seu esposo, Gabriel, na Casa do Ogum, em Realengo, na noite do dia 13 de junho. Durante o ritual, um dos participantes usou etanol para acender uma fogueira no meio de uma roda formada pelos integrantes da casa. O fogo, no entanto, atingiu Caroline, que estava de costas para a roda no momento do ocorrido.
Testemunhas contam que a vítima saiu correndo em chamas e foi imediatamente socorrida por pessoas que estavam no local. Segundo relatos, os fiéis utilizaram um lençol para tentar apagar o fogo e depois levaram Caroline ao Hospital Municipal Pedro II, em Santa Cruz.
“Caroline tinha uma vida inteira de sonhos, planos e conquistas pela frente. Sua história foi interrompida de forma brutal e injusta”, escreveu a mãe da vítima nas redes sociais. “Exigimos que a verdade seja esclarecida e que todos os fatos sejam apurados com seriedade, transparência e responsabilidade”, complementou.
Em nota, a Casa do Ogum esclareceu que em nenhum momento autorizou qualquer conduta que, eventualmente, tenha resultado no falecimento de Caroline. De acordo com o texto divulgado pelo terreiro, o estabelecimento religioso desenvolve, há mais de uma década, seus ritos e práticas estritamente fundamentados nos princípios de sua tradição religiosa, sempre pautados pela seriedade, responsabilidade, respeito à vida, à dignidade da pessoa humana e ao fiel cumprimento da legislação vigente.
“Todos os membros da Casa do Ogum RJ colocam-se integralmente à disposição para colaborar com as investigações, prestando todos os esclarecimentos que se fizerem necessários, confiando no trabalho das instituições responsáveis para que os fatos sejam plenamente esclarecidos e eventuais responsabilidades sejam apuradas e atribuídas na forma da lei”, afirma o comunicado. A casa manifesta, ainda, solidariedade à família e aos amigos pela perda e diz que espera que a verdade prevaleça e que a justiça seja feita.
Procurada, a defesa de Thayane Alves não quis se manifestar.
A Polícia Civil informou que o caso foi registrado na 35ª DP (Campo Grande) e encaminhado à 33ª DP (Realengo), que dá continuidade às investigações. Segundo a corporação, diligências estão em andamento para apurar os fatos.
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