Mulher vira alvo da polícia após manter 400 gatos em apartamento

Publicado em 28/05/2026, às 10h28
Prefeitura de Concórdia
Prefeitura de Concórdia

Por UOL

Cerca de 400 gatos foram encontrados em condições insalubres em um apartamento em Concórdia (SC), levando à intervenção da polícia e do Ministério Público devido à situação de saúde pública. A tutora dos animais dificultou o acesso das autoridades, resultando em um acordo para a retirada gradual dos felinos.

Uma inspeção sanitária revelou a superlotação e a falta de cuidados adequados, levando o Ministério Público a abrir um inquérito após o prazo do acordo não ser cumprido. O plano emergencial inclui triagem, tratamento e adoção responsável dos gatos, além de proibir a acumulação de novos animais no local.

O MP solicitou autorização judicial para entrar no apartamento, caso necessário, e está colaborando com o Instituto Federal Catarinense e clínicas parceiras para resolver a situação. O nome da tutora não foi divulgado, e a Prefeitura de Concórdia aguarda retorno sobre o caso.

Resumo gerado por IA

O acúmulo de cerca de 400 gatos dentro de um apartamento na cidade de Concórdia (SC) virou caso de saúde pública e acabou com o acionamento da polícia e do Ministério Público de Santa Catarina.

O que aconteceu

Uma inspeção sanitária da prefeitura apontou que o apartamento estava superlotado e sem condições adequadas para os animais. O documento, feito pela Prefeitura de Concórdia, descreve uma "situação de acúmulo excessivo de animais domésticos (felinos), em ambiente insalubre, sem a monitoração do tutor".

A prefeitura procurou o Ministério Público no começo do ano, informando que a tutora dos animais dificultava o acesso das equipes ao imóvel. O órgão afirmou que a mulher impedia ações urgentes de avaliação e manejo dos animais.

Em 23 de abril, o MP, a prefeitura e a tutora fizeram um acordo para a retirada gradual dos animais do apartamento. O acordo também previa a castração dos animais, microchipagem e o encaminhamento daqueles que estivessem saudáveis para adoção responsável.

O prazo do acordo acabou no fim da semana passada e, sem um resultado, o MP acionou a polícia. De acordo com o órgão, um inquérito foi aberto ontem e uma solicitação também foi feita à Justiça para autorizar a entrada forçada no apartamento, caso necessário.

Plano emergencial prevê que agentes do MP entrem no local com uma equipe do Instituto Federal Catarinense e de clínicas parceiras. Eles devem fazer triagem, tratamento, castração e encaminhamento para adoção responsável dos animais.

O compromisso firmado no mês passado também proíbe que novos animais voltem a ser acumulados no local. A medida busca evitar que a situação se repita após a remoção e o encaminhamento dos gatos.

Nome e endereço da mulher não foram divulgados pelo Ministério Público e o UOL não conseguiu contato com ela até o momento. A Prefeitura de Concórdia foi procurada e o espaço será atualizado se houver retorno.

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