Economia

Mulheres são maioria em uso de ferramentas digitais para vendas, aponta pesquisa do Sebrae

Assessoria Sebrae AL | 09/09/20 - 18h39 - Atualizado em 09/09/20 - 18h46
Ilustração/Pixabay

A sexta edição da Pesquisa de Impacto da Pandemia nos Pequenos Negócios, realizada pelo Sebrae Nacional, por meio de uma parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), mostra que 69% das mulheres empreendedoras já vendiam produtos e serviços no meio digital ou passaram a utilizar ferramentas online para vendas, a partir da crise ocasionada pelo novo coronavírus. Esse número supera o percentual de homens empresários que também estão utilizando esses recursos para vendas, que é de 63%. É o caso de pessoas como a empresária Mariangela Barbosa, por exemplo.

Depois de assumir a administração de uma loja franqueada, ela decidiu apostar na criação de uma marca independente: a Shoes Store Maceió, empresa do segmento de moda feminina que acabou de iniciar as suas atividades no comércio alagoano. Com a reabertura das atividades econômicas na capital, a loja já está realizando atendimentos presencialmente, na Rua Cincinato Pinto, no Centro, mas também está presente nas redes sociais.

Segundo a empresária, atualmente, o atendimento ao público no meio digital acontece por meio das redes sociais WhatsApp, Instagram e Facebook. “Hoje em dia, nossa divulgação maior está no WhatsApp e no Instagram, onde estamos tendo mais retorno. Assim, a gente faz os impulsionamentos da nossa loja de variedades e, também, trabalhamos com blogueiros essas divulgações na internet. A divulgação digital é a chave para a gente poder ampliar o nosso mercado no momento”, afirma.

Antes de se tornar empresária, Mariangela Barbosa trabalhava na área de recursos humanos. Ela conta que, após a transição para o universo empreendedor, a falta de experiência foi a principal dificuldade. “Os desafios são imensos e eu procurei a ajuda do Sebrae justamente porque eu não era da área. Eu sou da área de recursos humanos e posso dizer que enveredar por esse caminho hoje, do empresariado, é muito difícil. Então, o Sebrae me ajudou com orientação técnica e contábil. Na verdade, a gente busca sempre essas orientações para poder estar dentro do mercado”, ressalta.

Os desafios do empreendedorismo feminino

A falta de experiência na área não foi a única dificuldade enfrentada pela empresária, principalmente no início do negócio. Para ela, o maior desafio é conciliar a vida de empresária com as responsabilidades pessoais. “Nós que somos mulheres, além do empresariado, da loja, das responsabilidades profissionais, temos também as responsabilidades de casa, os filhos, e eu escolhi esse caminho para ter um pouco mais de liberdade, de mobilidade por conta do meu filho, mas, na verdade, é muito desafiador porque é muito difícil conciliar tudo”, relata.

Depois de iniciar uma nova trajetória profissional, assumindo o risco de empreender, a empresária percebeu que iria precisar dedicar boa parte do seu tempo aos compromissos profissionais, desde a compra de novas mercadorias à divulgação dos produtos e da marca. De acordo com ela, o apoio do Sebrae foi fundamental para que a empresa pudesse conseguir espaço no mercado e assumir uma marca independente.

“A gente buscou junto ao Sebrae o acompanhamento técnico da parte financeira, uma análise de marketing e também participou de algumas ações que o Sebrae teve no interior. Então, o Sebrae tem sido muito importante nesse momento e até mesmo durante a tomada de decisão de deixar a franquia para seguir uma nova fase”, destaca a empresária.

Pesquisa

Segundo a pesquisa Sebrae/FGV, o percentual de homens empresários que utilizam ferramentas digitais mais complexas para a gestão do negócio (automação de processos, por exemplo) ainda é maior do que o de mulheres empresárias que também utilizam esses recursos, ou seja, enquanto 68% dos empreendedores entrevistados já utilizam ferramentas de gestão digitais, apenas 32% das empreendedoras participantes informaram que aplicam esses recursos no negócio.

A pesquisa também aponta que é maior o percentual de mulheres empreendedoras que estão trabalhando em casa: são 35% do total de empresárias entrevistadas. Já o percentual de homens empresários que trabalham no mesmo ambiente é de 27%. Para a analista da Unidade de Relacionamento Empresarial (URE) do Sebrae em Alagoas, Pauline Reis, o interesse por novas tecnologias tem sido cada vez mais frequente no empreendedorismo feminino.

“É notável a predisposição da mulher ao uso de ferramentas de gestão que promovam o crescimento do negócio. O público feminino busca aprender constantemente, pois percebe no aprendizado e na busca por novas soluções algo que permitirá a alavancagem da empresa. Consequentemente, os empreendimentos geridos por mulheres apresentam um alto nível de planejamento e organização”, coloca.

“No que diz respeito ao uso das mídias sociais, seja empresa com loja física ou apenas virtual, a mulher também se destaca, uma vez que observa neste formato um meio de potencializar as vendas e ampliar o relacionamento com seus clientes. No entanto, mesmo com um elevado nível de organização, notamos que quando se trata de sistemas robustos de gestão, digital ou não, a adesão do público feminino é tímida”, acrescenta a analista do Sebrae Alagoas.

Atendimento remoto do Sebrae em Alagoas

Devido ao novo coronavírus, os empresários da pequena empresa podem contar com o atendimento do Sebrae de forma remota e presencial. A equipe do Sebrae está mobilizada para atender as demandas dos empresários, que também podem contar com a estrutura de cursos online e gratuitos do portal EAD Sebrae com mais de 100 opções de cursos, basta acessar https://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/cursosonline.

O empresário pode entrar em contato com a instituição pelos canais remotos e digitais, como o portal sebrae.com.br/alagoas, Telegram (t.me/sebraealagoas), Telefone e WhatsApp 0800 570 0800, chat e e-mail fale.sebrae.com.br, Instagram (@sebraealagoas), Twitter (@sebraealagoas), Facebook (/SebraeAlagoas), Youtube (@sebraealagoas) e o LinkedIn (Sebrae Alagoas).