Navio romano que afundou há 1.700 anos é içado intacto à superfície

Publicado em 08/07/2026, às 10h50
Divulgação/Arqueomallornauta
Divulgação/Arqueomallornauta

Por Folhapress

Arqueólogos resgataram o navio romano Ses Fontanelles, que afundou há cerca de 1.700 anos na Baía de Palma, em Mallorca, marcando a primeira vez que um navio romano intacto foi içado na Espanha, o que permitirá estudos mais detalhados na superfície.

A embarcação, que partiu de Cartagena com mais de 300 ânforas de produtos como azeite de oliva e vinho, afundou devido a uma forte tempestade, e sua recuperação foi realizada com técnicas cuidadosas para preservar o casco.

O projeto Arqueomallornauta, que envolveu colaboração de universidades e mergulhadores da Marinha, visa expor o Ses Fontanelles ao público, destacando a importância histórica e cultural da descoberta.

Resumo gerado por IA

Arqueólogos resgataram o navio romano Ses Fontanelles, que afundou há cerca de 1.700 anos na Baía de Palma, em Mallorca, após uma operação de quatro meses.

A operação marcou a primeira vez que a Espanha conseguiu içar do fundo do mar um navio romano intacto. Até então, a embarcação só podia ser explorada por mergulhadores no leito marinho.

O resgate deve permitir que cientistas estudem o navio com mais calma e segurança na superfície. O Ses Fontanelles foi retirado do fundo do mar na região da Baía de Palma, em Mallorca.

Pesquisadores acreditam que o navio tinha como destino Roma ou outro grande porto no Mediterrâneo ocidental. Uma forte tempestade atingiu a embarcação perto da Baía de Palma e fez com que ela afundasse.

A embarcação partiu da região de Cartagena com mais de 300 ânforas a bordo. A carga incluía produtos como azeite de oliva, vinho e molhos de peixe fermentados, além de cerâmicas e outros objetos.

Os arqueólogos desmontaram e recuperaram cuidadosamente o navio pedaço por pedaço. Eles usaram estruturas de suporte de fibra de vidro moldadas sob medida diretamente debaixo d'água para preservar o casco durante o içamento.

O trabalho foi liderado pela equipe de arqueólogos do projeto Arqueomallornauta. A iniciativa contou com colaboração de especialistas de universidades espanholas e mergulhadores da Marinha. O objetivo de longo prazo é colocar o Ses Fontanelles em exibição pública.

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