Até correligionários mais próximos do senador Renan Calheiros (MDB) admitem que ele próprio reconhece ser esta uma das campanhas mais difíceis das quais participou nos seus quase 50 anos de atividade política.
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Tanto quanto as de 1988, quando foi derrotado por Guilherme Palmeira na disputa pela Prefeitura de Maceió, e de 1990, quando concorreu e perdeu para Geraldo Bulhões a corrida pelo governo de Alagoas - e com isso o mandato de depputado federal.
Após vencer com facilidade as primeiras eleições para o Senado, em 1994 e 2002, Renan teve dificuldades de reeleger em 2010 e 2018, quando precisou se resignar com a segunda vaga, pois os mais votados foram, respectivamente, Benedito de Lira e Rodrigo Cunha.
Na busca pelo quinto mandato consecutivo no Senado, neste ano, chegará no dia da eleição com 71 anos de idade (completa em 16 de setembro), enfrentando simultaneamente uma alta rejeição e um forte sentimento de renovação.
Junto a isso, há de se considerar um "fantasma" chamado Alfredo Gaspar, que liderava as pesquisas às duas vagas de senador, mas desistiu para ser vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro (PL), e foi substituído por outro: Marina Candia (PSDB), ex-primeira de Maceió, que assumiu protagonismo com a saída de Alfredo Gaspar do páreo.
As mais recentes pesquisas sobre as preferências do eleitor alagoano pelas duas vagas ao Senado apontam Arthur Lira (PP) na liderança isolada e em segundo lugar, em empate técnico, Renan Calheiros e Marina Candia.
Se os ventos de renovação política soprarem forte até 4 de outubro, a situação se complica para o veterano senador de Murici...
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