Uma banana avaliada em R$34 milhões, parte da obra 'Comedian' do artista Maurizio Cattelan, foi roubada no Museu Pompidou-Metz, levando a equipe a substituí-la rapidamente. Este incidente destaca a vulnerabilidade de obras de arte contemporâneas e suas interações com o público.
A obra já havia sido alvo de ações performáticas, como quando um artista comeu a banana em uma performance, e um estudante sul-coreano fez o mesmo em 2023, evidenciando a relação entre arte e consumo. O artista expressou desapontamento por esses atos não incluírem a fita adesiva, que também faz parte da obra.
Diferentemente de ocorrências anteriores, o autor do furto não foi identificado, levando o museu a decidir registrar uma queixa-crime. A instituição lamentou a falta de diálogo artístico, uma vez que, em casos passados, os autores se manifestaram publicamente após as ações.
A banana da obra de arte Comedian, avaliada em R$34 milhões, foi roubada no Museu Pompidou-Metz, no leste da França, no sábado (30/5). A equipe do museu rapidamente substituiu a fruta.
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Essa não é a primeira ocorrência envolvendo a obra criada em 2019, pelo artista conceitual italiano Maurizio Cattelan. A banana presa à parede com uma fita adesiva cinza já foi “vandalizada” outras vezes.
Na estreia da obra na feira Art Basel em Miami, o artista performático David Datuna caminhou até a parede, descascou a banana e a comeu diante de todos. Ele chamou o ato de uma performance artística chamada "Hungry Artist".
Em 2023, um estudante de arte sul-coreano também comeu a banana que estava no museu Leeum, em Seul, alegando que não havia tomado o café da manhã e estava com fome. A equipe interviu e comprou uma nova banana de um vendedor de rua para colocar no lugar.
Cattelan afirmou, na época, que havia ficado desapontado com o fato de o visitante ter consumido apenas a banana e não a fita adesiva.
Diferente das outras vezes, o autor desse furto de sábado não foi identificado. Por conta disso, a equipe pretende prestar uma queixa-crime já que o culpado permanece desconhecido e "não há possibilidade de diálogo".
Em nota para a Agência France-Presse (AFP) o museu comunicou: "O museu lamenta profundamente o desrespeito pela obra de arte demonstrado por este ato. Nos casos anteriores, os autores reivindicaram a ação publicamente na hora, o que permitia um diálogo artístico. Desta vez, sem autoria conhecida e com o sumiço silencioso da fruta, não há diálogo possível. Por isso, apresentamos uma queixa formal por roubo junto às autoridades."
O conceito da obra é simples: Cattelan criou a peça como uma sátira ácida e bem-humorada sobre como o mercado de arte global atribui valores considerados exorbitantes a objetos comuns.
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