Ozivy: versão brasileira do Ozempic chega nesta segunda às farmácias com desconto

Publicado em 15/06/2026, às 13h31
Ozivy, versão da Ozempic feita no Brasil - Divulgação
Ozivy, versão da Ozempic feita no Brasil - Divulgação

Por Folhapress

O Ozivy, versão brasileira do Ozempic, chega ao mercado com preços a partir de R$ 452, oferecendo descontos para pacientes no Programa Vida + Leve. A caneta de semaglutida, fabricada pela EMS, é indicada para adultos com diabetes tipo 2 que não conseguem controlar a doença apenas com dieta e exercícios.

A farmacêutica disponibilizará inicialmente 500 mil canetas, com produção em uma planta em Hortolândia, São Paulo, que pode fabricar até 40 milhões de unidades por ano. O medicamento foi aprovado como 'medicamento novo' por um processo regulatório abreviado, aproveitando dados já existentes sobre a semaglutida.

Embora não seja um genérico, o Ozivy mantém uma marca própria e não exige todos os ensaios clínicos de um fármaco inédito, reduzindo tempo e custo de desenvolvimento. A EMS garante que o produto terá a mesma eficácia e segurança do Ozempic, seguindo rigorosos padrões de qualidade estabelecidos pela Anvisa.

Resumo gerado por IA

O Ozivy, a versão brasileira do Ozempic, chega nesta segunda-feira às farmácias com descontos especiais. A Ozivy é a primeira caneta de semaglutida fabricada no Brasil, pela farmacêutica EMS. O princípio ativo do medicamento se tornou consagrado em remédios como Ozempic e Wegovy, que ficaram conhecidos popularmente como canetas emagrecedoras ou antiobesidade, como os médicos preferem nomeá-las.

Cada caneta terá o preço cheio a partir de R$ 452, mas haverá descontos especiais. Os pacientes que aderirem ao Programa Vida + Leve pagarão R$ 287 por mês no primeiro trimestre. A partir do quarto mês, o valor passa para R$ 498 por caneta.

A farmacêutica vai colocar mais de 500 mil canetas de semaglutida no mercado brasileiro neste primeiro lote. O abastecimento começa pelas grandes redes de farmácia e depois se espalha pelo país.

O remédio é indicado para adultos com diabetes tipo 2 que não conseguem controlar a doença apenas com dieta e exercícios. O uso do medicamento exige acompanhamento e receita médica.

A caneta é a primeira semaglutida produzida no país por meio de síntese química (processo laboratorial que recria moléculas sem usar organismos vivos). O método garante alto grau de pureza ao produto.

A empresa investiu mais de R$ 1,2 bilhão em pesquisa e na fábrica de Hortolândia, em São Paulo. A planta tem capacidade para produzir até 40 milhões de canetas por ano.

Ozivy foi aprovado como "medicamento novo" por via abreviada de desenvolvimento, um enquadramento regulatório que costuma gerar dúvidas. Na prática, isso significa que o remédio é registrado como um produto novo no país, com marca própria e dossiê específico, mas não precisa repetir todo o processo clássico de desenvolvimento clínico desde o início.

Esse caminho abreviado é permitido quando o princípio ativo já é amplamente conhecido, estudado e utilizado -como é o caso da semaglutida. Assim, a empresa pode aproveitar dados científicos já consolidados (como eficácia e segurança da molécula) e complementar com estudos próprios, focados principalmente em demonstrar qualidade, equivalência e desempenho do seu produto específico.

Na prática, é um meio-termo entre um genérico tradicional e um medicamento totalmente inovador:

  • não é um genérico puro, porque mantém marca, apresentação própria e pode ter diferenças de formulação ou dispositivo;
  • mas também não exige todos os ensaios clínicos extensos de um fármaco inédito, o que reduz tempo e custo de desenvolvimento.

"O produto Ozivy não é intercambiável com o Ozempic, são produtos diferentes, do ponto de vista regulatório", Marcus Sanchez, vice-presidente da EMS.

Famarcêutica brasileira já possui experiência no segmento com as canetas à base de liraglutida Lirux e Olire, utilizadas no tratamento do diabetes tipo 2 e da obesidade.

Por que as canetas de semaglutida não são genéricos?

Produtos desse tipo exigem tecnologia complexa e um conjunto robusto de evidências. "O enquadramento regulatório não segue o modelo tradicional", diz Iran Gonçalves Júnior, diretor médico da EMS.

Como funciona a tecnologia da empresa brasileira? A farmacêutica usa um método controlado de síntese química para criar moléculas puras. Iran afirma que o processo industrial tem rigorosos padrões de qualidade e controle.

A caneta de semaglutida da EMS será genérica ou similar ao Ozempic? Não. O produto é um medicamento novo de molécula conhecida. A tecnologia é diferente da usada na referência, então não entra como genérico ou similar.

O remédio terá a mesma eficácia e segurança do produto de referência? Para receber aprovação no Brasil, o medicamento precisa provar qualidade e segurança à Anvisa. O processo inclui estudos extensos e inspeções rigorosas.

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