O Padre Françoá Rodrigues Figueiredo Costa, excomungado pelo Vaticano após se juntar à Fraternidade Sacerdotal São Pio X, publicou uma carta aberta contestando a decisão, alegando que sua adesão representa apenas desobediência e não um cisma.
Ele defende que sua excomunhão é um erro, citando sua fidelidade à verdadeira fé católica e criticando a falta de penalidades para outros sacerdotes envolvidos em escândalos, o que considera uma injustiça.
A Capela Santo Atanásio, fundada pelo padre, anunciou que continuará suas atividades e que ele seguirá celebrando missas, reafirmando seu compromisso com a fé católica tradicional diante das mudanças na Igreja.
O Padre Françoá Rodrigues Figueiredo Costa, excomungado pelo Vaticano, publicou uma carta aberta nesta quarta-feira (16) se pronunciando pela primeira vez sobre sua excomunhão.
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A decisão, fundamentada em decretos do Vaticano, ocorreu após o sacerdote aderir a Fraternidade Sacerdotal São Pio X (FSSPX). O Vaticano afirma que os atos ministeriais do padre agora são ilícitos e que sacramentos como a penitência (confissão) e o matrimônio realizados por ele são considerados nulos e inválidos.
No entanto, em seu pronunciamento, ele argumenta que sua adesão à Fraternidade sem a aprovação do Papa configura apenas como uma desobediência e que a penalidade imposta pelo pontífice é um "erro".
"Realizar sagrações episcopais contra a vontade do Papa não se enquadra nos delitos contra a unidade da Igreja. Até o momento reafirmamos que não estamos nem excomungados, não realizamos nenhum cisma e nem sequer desobedecemos se se entende bem a virtude da obediência".
O Padre também afirma que não pode ser excomungado porque professa a "verdadeira fé católica" e rejeita os erros modernistas que "envenenaram" a Igreja. Ele cita episódios de embate que viveu enquanto promulgava na Arquidiocese de Brasília e que foi repreendido por pregar contra erros protestantes.
"Tive que enfrentar diversos bispos para defender a minha própria consciência enquanto amarrada à fé católica, tive que entrar em conflitos com sacerdotes e leigos por causa daquilo que vale a pena: a nossa fé católica, a única que nos dá a vida eterna", disse.
O padre diz também que muitos sacerdotes envolvidos em escândalos de abusos sexuais e corrupção não foram excomungados e que a penalidade do vaticano contra ele é "inválida": "Enfim, como não me podem condenar por escândalos, procuram expulsar-me por ser católico", disse.
O sacerdote finaliza dizendo que o modelo atual da Igreja Católica é um "parasita".
"O que se vive hoje na nova Igreja Católica, sinodal, modernista, globalizada, afeminada, é uma farsa. Ao mesmo tempo, sou consciente que a Igreja Conciliar Sinodal, a atual Igreja Católica modernista, é um parasita que cresceu utilizando as estruturas desta árvore frondosa, que é a Igreja Católica, a verdadeira".
Em nota à imprensa, a Capela Santo Atanásio, fundada pelo padre, informou que continuará com as atividades da igreja e que o sacerdote continuará celebrando missas.
"A nossa atitude nunca será de rebeldia nem de desafio à Igreja, mas de guardar aquilo que nós recebemos: a Fé Católica. Diante dos erros modernos que entraram na Igreja Católica e invadiram a mente e a praxe das autoridades da Igreja, ficaremos com a Fé de sempre, esperando dias melhores que a Divina Providência nos preparará", conclui.
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