Um passageiro da American Airlines, Arthur Layne Lundeen, foi preso a uma poltrona após causar tumulto em um voo, agredindo outros passageiros e proferindo ofensas racistas e homofóbicas, o que resultou em um pouso de emergência em Maryland.
Lundeen, de 67 anos, admitiu ter consumido coquetéis de vodca com suco de laranja antes do incidente, mas não se recorda dos eventos que levaram à sua imobilização por outros ocupantes e tripulantes.
Após o episódio, ele perdeu o emprego como corretor de imóveis e foi acusado de agredir um policial durante sua retirada do avião, enquanto as autoridades investigam as circunstâncias que levaram ao seu comportamento agressivo.
O passageiro da American Airlines que precisou que acabou dominado por outros ocupantes de um avião e preso a uma poltrona com fita adesiva e abraçadeiras de plástico revelou que havia bebido coquetéis de vodca com suco de laranja antes da confusão protagonizada por ele em voo a Newark (Nova Jersey, EUA), com agressões e insultos racistas e homofóbicos em pleno ar.
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Arthur Layne Lundeen, de 67 anos, disse a um juiz de Maryland que havia consumido dois drinques antes da série de ofensas que forçou o voo de 3 de setembro a fazer um pouso de emergência em Maryland (Baltimore), segundo o jornal "The Baltimore Banner". Não foi informado se o passageiro consumiu outras bebidas antes de embarcar.
Em nome da segurança no voo, outros passageiros e tripulantes tiveram de prender Arthur Layne — que alegou não se lembrar do episódio — ao seu assento na primeira classe. Ele também teria agredido um dos policiais que o retiraram da aeronave.
O autor da confusão, um corretor de imóveis do Arizona que perdeu o emprego após o incidente, teria gritado palavrões e insultos racistas, além de começar a "blasfemar contra Jesus e Deus", segundo o passageiro sentado ao lado dele, o rabino messiânico Jonathan Cahn. O religioso contou que eles conversavam descontraidamente, mas Lundeen perdeu o controle quando o assunto passou a ser religião.
"Nunca vi alguém mudar num piscar de olhos, passando da luz para as trevas, como vi naquela ocasião; parecia que algo havia tomado conta dele. Ele passou de uma pessoa extremamente simpática a alguém sombrio", comentou o rabino, de acordo com o "NY Post".
Juan Mejia, um policial aposentado que ajudou a imobilizar Arthur Layne, disse à CBS que um comissário de bordo mencionou ter servido pelo menos uma bebida a ele.
Mejia relatou que o voo, vindo de Dallas (Texas), já estava no ar há duas horas quando a situação saiu totalmente do controle. O corretor desempregado alegou que a sua memória do voo cessa muito antes desse momento.
"Não me lembro de nada do que aconteceu", disse ele a um juiz em Annapolis.
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