Alagoas

Perfil em rede social anuncia festa de 4 dias e é alvo de críticas

Da Redação | 27/08/21 - 17h12 - Atualizado em 27/08/21 - 17h24
Flyer da festa que circula nas redes sociais | Reprodução/Redes sociais

Um comunicado que circula pelas redes sociais anuncia a realização, no próximo mês de outubro, de mais uma festa que promete reunir grande quantidade de pessoas em município litorâneo do estado. Como se sabe, decreto do governo estadual prorrogou, até 02 de setembro, a fase amarela do Plano de Distanciamento Social Controlado, limitando os eventos em geral à participação de 100 pessoas em ambientes abertos, em virtude da necessidade de se evitar aglomerações. Contudo, alguns empresários parecem ignorar as restrições impostas pela pandemia da Covid-19, como já constatado em Alagoas.

Conforme os anúncios, a festa em questão deve durar quatro dias - entre 30 de outubro e 02 de novembro. O local não é divulgado, mas os valores para acesso ao evento - que já conta com quase 300 seguidores numa rede social e promete varias atrações e uma superestrutura - variam de R$ 150 a R$ 180. 

O TNH1 recebeu várias queixas, encaminhadas por meio do Instagram, de pessoas contrárias à realização da festa, alertando, inclusive, para o surgimento da variante Delta, o que já levou a Prefeitura do Rio de Janeiro, por exemplo, a adiar o seu plano de reabertura.

Festas realizadas em desacordo com o protocolo de prevenção à Covid-19 vem sendo investigadas pela Polícia Civil em Alagoas. Uma delas aconteceu na Barra de São Miguel, onde centenas de pessoas estiveram reunidas, a grande maioria sem máscara de proteção. Os organizadores foram identificados e devem responder por infração de medida sanitária preventiva, que tem pena de um mês a um ano de prisão, além do pagamento de multa.

Ainda neste mês de agosto, a Polícia Militar encerrou duas festas que aconteciam numa casa noturna de Jaraguá e numa chácara localizada no Benedito Bentes, em Maceió. Somente numa delas os policiais se depararam com cerca de mil pessoas.

O TNH1 manteve contato com o Ministério Público Estadual – que criou uma Força-tarefa de Prevenção e Enfrentamento à Covid-19, cujos integrantes acompanham denúncias dessa natureza –, mas não obteve retorno até o fechamento da matéria.