A Petrobras anunciou um aumento de 7,2% no preço do querosene de aviação, refletindo a alta das cotações internacionais devido a tensões geopolíticas no Oriente Médio e à redução da capacidade de refino na Rússia e Ucrânia, impactando os custos do setor aéreo.
Representantes das companhias aéreas informam que a participação do combustível nas despesas operacionais subiu de 32% para 45%, e as passagens já tiveram um aumento de 9,66%, contribuindo para a alta do IPCA em outubro.
Apesar dos reajustes, a Petrobras afirma que os preços do QAV no Brasil são mais moderados em comparação aos internacionais, o que mantém a competitividade do combustível brasileiro no mercado.
A Petrobras anunciou neste domingo (1º) aumento de 7,2% no preço médio de venda do QAV (querosene de aviação) às distribuidoras, o equivalente a R$ 0,45 por litro em relação ao mês anterior. O reajuste entra em vigor neste domingo e ocorre após a alta de 11,76% aplicada em outubro.
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Segundo a estatal, o aumento reflete a elevação das cotações internacionais do combustível, em meio à intensificação das tensões geopolíticas no Oriente Médio e à redução da capacidade de refino na Rússia e na Ucrânia em decorrência da guerra entre os dois países.
A empresa afirma que a fórmula de preços prevista em contrato funciona como um amortecedor das oscilações de curto prazo, fazendo com que os reajustes no Brasil sejam mais moderados do que os observados no exterior.
Em mercados internacionais, os preços destinados às companhias aéreas podem ser revistos diariamente.
A nova alta mantém a pressão sobre os custos das empresas do setor aéreo. Segundo representantes das companhias, os reajustes recentes elevaram a participação do combustível nas despesas operacionais de 32% para 45%.
O encarecimento do QAV também tem sido repassado aos passageiros por meio das tarifas aéreas.
Em outubro, as passagens subiram 9,66%, contribuindo para a alta de 0,82% do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) no mês, segundo o IBGE.
A Petrobras afirma que, apesar dos aumentos, a variação acumulada dos preços do QAV no Brasil desde o início do conflito no Oriente Médio é inferior à registrada nos mercados internacionais, o que, segundo a estatal, mantém o combustível brasileiro competitivo.
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