A Polícia Federal lançou uma operação em Mato Grosso do Sul contra uma quadrilha que movimentou mais de R$ 120 milhões em golpes pela internet, utilizando criptomoedas e empresas de fachada. A ação foi desencadeada após denúncias da Caixa Econômica Federal sobre um site de venda de cartões fraudulentos.
Os criminosos usavam dados pessoais roubados para contratar operações de crédito em nome das vítimas, e a investigação revelou a existência de outros suspeitos e movimentações financeiras ilícitas. O principal suspeito foi identificado e reside em Campo Grande.
Durante a operação, foram cumpridos dez mandados de busca e apreensão, resultando na apreensão de diversos bens, incluindo criptoativos e veículos. A PF continua a investigar o caso e a identificar outros envolvidos na quadrilha.
A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (21), uma operação em Mato Grosso do Sul contra uma quadrilha de golpes na internet que movimentou mais de R$ 120 milhões entre criptomoedas e empresas de fachada.
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Os criminosos mantinham um site de venda de cartões fraudulentos, de acordo com denúncia da Caixa Econômica Federal que deu início às investigações. Eles contratavam as operações de crédito no nome das vítimas usando dados roubados na internet, diz a PF.
A operação Cyber Trap identificou o principal suspeito que reside em Campo Grande, em Mato Grosso do Sul.
A investigação ainda mapeou outros suspeitos de integrar o grupo criminoso, além de movimentações de criptoativos e empresas de fachada que eram usadas para ocultar a origem do dinheiro ilícito. O nome dos suspeitos não foi divulgado.
A PF também cumpriu dez mandados de busca e apreensão em Campo Grande e em Campo Limpo Paulista, na região metropolitana de São Paulo.
Durante a operação, os agentes apreenderam celulares, computadores, veículos, joias, dinheiro em espécie, criptoativos, imóveis e outros bens.
COMO SE PREVENIR DE FRAUDES FINANCEIRAS COM ROUBO DE DADOS
Além de não compartilhar dados pessoais em formulários e aplicativos de origem duvidosa, é possível bloquear a abertura de novos empréstimos na plataforma Registrato, do Banco Central.
Após acessar a plataforma Registrato, ativar a ferramenta BC Protege+, que bloqueia a abertura de contas e operações de crédito sem autorização via plataforma Gov.br.
- Acesse o Registrato, pelo site do BC, e verifique se houve operações em seu nome;
- Verifique se seus dados foram na internet; a ferramenta "Have I Been Pwned?" é uma opção;
- Confira se há permissões para aplicativos desconhecidos nas configurações do smartphone; em celulares Android, as configurações ficam na aba de aplicativos, na janela "acesso especial", em iPhones a opção fica na aba Privacidade e Segurança;
- Caso o crime tenha ocorrido, registre boletim de ocorrência e contate a sua instituição financeira
COMO FUNCIONA O BC PROTEGE+
- Cidadão acessa a área logada do Meu BC com sua conta gov.br nível prata ou ouro com verificação em duas etapas habilitada;
- Clica no botão Gerenciar a proteção no card BC Protege+;
- Ativa a proteção no card Contas - abertura e inclusão;
- Antes de abrir uma conta ou incluir um titular ou representante em uma conta, a instituição deve consultar opção registrada para o CPF ou CNPJ; se a proteção estiver ativada, ela não poderá fazer a contratação;
- O cidadão pode ativar e desativar a proteção a qualquer momento, inclusive durante a jornada de contratação;
- O cidadão também pode ver qual instituição realizou a consulta dos seus dados no sistema;
- Para empresas, o serviço está disponível para sócios, representantes e colaboradores devidamente cadastrados no módulo de empresas da plataforma gov.br.
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