Polícia

Polícia investiga se preso por ameaçar ex-companheira participou de atentado em Olivença

Bruno Soriano | 28/10/21 - 14h56 - Atualizado em 28/10/21 - 15h18
Ex-namorada ficou ferida, mas ex-sogra de Elvison não resistiu e veio a óbito no local do crime | Reprodução/Redes sociais

O delegado Hugo Leonardo, que investiga o atentado que deixou uma pessoa morta e outra ferida em Olivença, na última segunda-feira (25), confirmou ao TNH1 a prisão de um homem suspeito de participação no crime que chocou a cidade sertaneja. 

O suspeito foi preso nessa quarta (27), e a polícia investiga de que forma ele auxiliou Elvison Ferreira no crime cometido dentro de um cartório do município, onde uma das vítimas, Damiana Mélo, de 45 anos, trabalhava. 

Ela morreu no local após ser baleada pelo ex-genro, que também feriu a tiros a filha de Damiana, Dayrla Mélo, de 21 anos, com quem Elvison manteve um relacionamento considerado possessivo. Dayrla, inclusive, já havia prestado queixa contra o ex-companheiro, que, segundos testemunhas, não aceitava o fim do namoro.

À reportagem, o delegado informou ainda averiguar de que forma o homem preso nessa quarta teria participado do crime. Ele gravou um vídeo, encaminhado à imprensa, falando sobre as investigações do caso (confira abaixo)

“Ele foi preso por ameaçar a ex-companheira por meio de uma rede social. A mulher o denunciou e ele foi localizado em casa, sendo levado para a Delegacia Regional de Santana do Ipanema. Agora, buscaremos saber se foi ele realmente tem participação. Se foi ele quem forneceu a arma de fogo ou se é o responsável por dar fuga ao atirador”, explicou Hugo Leonardo, acrescentando que a polícia segue à procura de Elvison.

O suspeito, que trabalhava como motorista para a Prefeitura de Olivença, já foi preso por porte ilegal de arma, como noticiou o TNH1. Dayrla, a ex-namorada, foi socorrida ao Hospital Drº Clodolfo Rodrigues, em Santana do Ipanema, de onde foi transferida, no mesmo dia, para a Unidade de Emergência do Agreste, onde deu entrada em situação estável. 

A família da jovem, no entanto, desautorizou o Serviço de Saúde da unidade – onde ela segue internada – a divulgar o boletim médico da paciente.