Quais sintomas quem tomou a vacina da dengue do Butantan precisa monitorar?

Publicado em 08/06/2026, às 17h50
Foto: Instituto Butantan / Divulgação
Foto: Instituto Butantan / Divulgação

Por O Tempo

O Ministério da Saúde suspendeu temporariamente a aplicação da vacina contra a dengue do Instituto Butantan e orientou que pessoas vacinadas nos últimos 21 dias fiquem atentas a sintomas que exigem avaliação médica, devido a eventos adversos registrados durante os estudos clínicos.

A suspensão foi motivada pela identificação de 42 eventos adversos graves entre 500 mil doses aplicadas, incluindo três casos graves e duas mortes, embora não tenha sido encontrada relação causal direta entre os óbitos e a vacina.

O ministério estabeleceu um protocolo de vigilância que recomenda que vacinados procurem atendimento médico ao apresentarem sintomas como febre e dor abdominal intensa, mas assegurou que quem já recebeu a vacina permanece protegido contra a dengue.

Resumo gerado por IA

Pessoas que receberam a vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan nos últimos 21 dias devem ficar atentas a uma série de sintomas que exigem avaliação médica. A orientação foi divulgada pelo Ministério da Saúde após a suspensão temporária da aplicação do imunizante anunciada nesta segunda-feira (8/6).

Segundo a pasta, o monitoramento é necessário durante as três semanas seguintes à vacinação porque esse é o período em que componentes do imunizante ainda podem ser detectados no organismo. A suspensão segue até a conclusão das investigações sobre eventos adversos registrados durante o estudo clínico da vacina.

De acordo com o protocolo de vigilância estabelecido pelo ministério, vacinados recentemente devem procurar atendimento médico caso apresentem:

  • Febre;
  • Dor abdominal intensa e contínua;
  • Vômitos persistentes;
  • Tontura;
  • Sangramentos;
  • Sonolência excessiva;
  • Irritabilidade;
  • Sinais de desidratação;
  • Piora do estado geral.

A orientação vale especialmente para pessoas que receberam a vacina nas últimas três semanas. Segundo o Ministério da Saúde, qualquer um desses sintomas justifica avaliação médica imediata.

Ministério da Saúde orientou acompanhamento


A medida faz parte de um protocolo de acompanhamento criado após a identificação de 42 eventos adversos graves entre cerca de 500 mil doses aplicadas desde janeiro em Botucatu (SP), Maranguape (CE) e Nova Lima, na região metropolitana de Belo Horizonte.

Entre os registros, três casos foram classificados como graves, incluindo duas mortes. Até o momento, porém, as investigações não encontraram evidências de relação causal direta entre os óbitos e a vacina.

Apesar da suspensão temporária da vacinação, o Ministério da Saúde reforçou que quem já recebeu o imunizante continua protegido contra a dengue.

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