O Ministério da Saúde suspendeu temporariamente a aplicação da vacina contra a dengue do Instituto Butantan e orientou que pessoas vacinadas nos últimos 21 dias fiquem atentas a sintomas que exigem avaliação médica, devido a eventos adversos registrados durante os estudos clínicos.
A suspensão foi motivada pela identificação de 42 eventos adversos graves entre 500 mil doses aplicadas, incluindo três casos graves e duas mortes, embora não tenha sido encontrada relação causal direta entre os óbitos e a vacina.
O ministério estabeleceu um protocolo de vigilância que recomenda que vacinados procurem atendimento médico ao apresentarem sintomas como febre e dor abdominal intensa, mas assegurou que quem já recebeu a vacina permanece protegido contra a dengue.
Pessoas que receberam a vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan nos últimos 21 dias devem ficar atentas a uma série de sintomas que exigem avaliação médica. A orientação foi divulgada pelo Ministério da Saúde após a suspensão temporária da aplicação do imunizante anunciada nesta segunda-feira (8/6).
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Segundo a pasta, o monitoramento é necessário durante as três semanas seguintes à vacinação porque esse é o período em que componentes do imunizante ainda podem ser detectados no organismo. A suspensão segue até a conclusão das investigações sobre eventos adversos registrados durante o estudo clínico da vacina.
De acordo com o protocolo de vigilância estabelecido pelo ministério, vacinados recentemente devem procurar atendimento médico caso apresentem:
A orientação vale especialmente para pessoas que receberam a vacina nas últimas três semanas. Segundo o Ministério da Saúde, qualquer um desses sintomas justifica avaliação médica imediata.
Ministério da Saúde orientou acompanhamento
A medida faz parte de um protocolo de acompanhamento criado após a identificação de 42 eventos adversos graves entre cerca de 500 mil doses aplicadas desde janeiro em Botucatu (SP), Maranguape (CE) e Nova Lima, na região metropolitana de Belo Horizonte.
Entre os registros, três casos foram classificados como graves, incluindo duas mortes. Até o momento, porém, as investigações não encontraram evidências de relação causal direta entre os óbitos e a vacina.
Apesar da suspensão temporária da vacinação, o Ministério da Saúde reforçou que quem já recebeu o imunizante continua protegido contra a dengue.
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