"Rachadinha", lavagem de dinheiro e mais: 16 são investigados e vereador é suspeito de liderar esquema em Maceió

Publicado em 27/04/2026, às 11h51
Ascom Câmara
Ascom Câmara

Por TNH1 com Ascom MPAL

Dezesseis pessoas estão sendo investigadas por crimes como 'rachadinha' e lavagem de dinheiro, supostamente ligadas a um esquema de desvio de recursos públicos em Maceió, liderado por um vereador local. A Justiça já os tornou réus, o que pode resultar em penas que somam até 7.169 anos de reclusão.

O esquema criminoso, que teria funcionado entre 2018 e 2025, utilizava cargos comissionados e diversas táticas para ocultar movimentações financeiras, totalizando mais de R$ 2,8 milhões em transações suspeitas. A investigação da Polícia Federal foi baseada em evidências robustas, incluindo quebras de sigilo bancário e análises financeiras.

O Ministério Público afirma que a denúncia foi fundamentada em provas sólidas e que o processo judicial seguirá com respeito ao contraditório e à ampla defesa. O espaço permanece aberto para a manifestação da Câmara Municipal de Maceió e do vereador acusado de liderar o grupo.

Resumo gerado por IA

Dezesseis pessoas são investigadas por crimes de "rachadinha", lavagem de capitais, falsidade ideológica eleitoral, apropriação de verbas de campanha e falsidade ideológica em documento público. Elas foram denunciadas pelo Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL) como integrantes de uma organização criminosa estruturada para a realização de desvio de recursos públicos, supostamente comandada por um vereador por Maceió. A Justiça já tornou os investigados réus.

Segundo a denúncia do MPAL, o esquema teria atuado de forma “estável, hierarquizada e contínua”, ao menos entre 2018 e 2025, com utilização de cargos comissionados, contas correntes de passagem, saques fracionados em espécie, transferências dirigidas e ocultação patrimonial para beneficiar o núcleo político-familiar e abastecer despesas privadas e eleitorais não declaradas.

Não foram divulgados os nomes dos integrantes e nem do vereador suspeito. 

A investigação, de acordo com o Ministério Público, foi realizada pela Polícia Federal e contou com vasto acervo probatório, formado por quebras de sigilo bancário, análises financeiras, extrações de dados telemáticos, diálogos e áudios obtidos em aparelhos celulares, documentos apreendidos em mandados de busca e apreensão, planilhas de pagamentos, registros funcionais, elementos eleitorais e outros dados periciais produzidos no curso da investigação.

Esse conjunto, conforme a denúncia, aponta movimentação superior a R$ 2,8 milhões de reais e descreve múltiplos repasses, saques, pagamentos de aluguel, despesas com veículos e despesas eleitorais paralelas, além da apreensão de documentos, mídias, numerário em espécie e planilhas relacionadas a gastos não declarados.

A soma das penas máximas dos 16 denunciados, em caso de condenação, pode alcançar, em tese, 7.169 (sete mil e cento e sessenta e nove) anos de reclusão, consideradas as imputações individualizadas, as majorantes, o concurso material e, quando cabível, a continuidade delitiva. Ainda segundo a denúncia, as penas máximas em abstrato variam de 89 a 2.828 anos de reclusão, a depender da participação atribuída a cada denunciado no contexto apurado.

O Ministério Público ressalta que o oferecimento da denúncia decorre da existência de absoluta justa causa e de elementos informativos robustos colhidos na investigação da Polícia Federal, cabendo ao Poder Judiciário o processamento da ação penal, com plena observância do contraditório e da ampla defesa.

O TNH1 procurou a Câmara Municipal de Maceió e deixa o espaço aberto para o posicionamento da Casa e também do vereador apontado como líder do grupo criminoso.

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