Rota mata mais um suspeito de ataque a tenente irmão de Eloá, e total vai a 7

Publicado em 11/07/2026, às 14h42
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Por Folhapress

A Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar) matou mais um homem suspeito de envolvimento no atentado contra o 1º tenente da Polícia Militar Ronickson Pimentel dos Santos, baleado na cabeça em 27 de junho, em São Caetano do Sul, no ABC. Com a ocorrência registrada na noite desta sexta-feira (10), chega a sete o número de suspeitos mortos durante ações policiais relacionadas ao caso.

Segundo a SSP (Secretaria da Segurança Pública), equipes do 1º Batalhão de Polícia de Choque receberam uma denúncia sobre o paradeiro de um homem "diretamente ligado" ao atentado contra o oficial. Ao localizar o suspeito, de 45 anos, houve confronto, de acordo com a versão da PM. O homem foi baleado, levado para atendimento médico, mas não resistiu.

Ainda segundo a pasta, um segundo suspeito, de 33 anos, foi conduzido ao distrito policial e também será investigado por possível participação no caso. Uma arma foi apreendida.
A ocorrência foi registrada como morte decorrente de intervenção policial no 49º DP (São Mateus) e será investigada pelo DHPP (Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa).

A SSP afirmou que foram requisitados exames ao Instituto de Criminalística e ao IML e que as imagens das câmeras corporais utilizadas pelos policiais serão analisadas.

O ataque contra Pimentel ocorreu na manhã de 27 de junho, quando o policial, de 39 anos, parou sua motocicleta em um semáforo na avenida Goiás, em São Caetano do Sul, após sair da academia. Ele foi atingido por um disparo na cabeça e segue internado em estado grave. A vítima é irmão de Eloá Pimentel, adolescente morta em 2008 pelo ex-namorado Lindemberg Alves, em um caso que ganhou repercussão nacional.

As investigações da Polícia Civil apontam que o atentado foi planejado e contou com divisão de tarefas entre os envolvidos. Conforme documentos obtidos pela Folha de S. Paulo, a apuração identificou o uso de veículos de apoio e indícios de monitoramento prévio da rotina do tenente.

A Justiça decretou a prisão de suspeitos de participação direta e indireta no crime, e o governo de São Paulo chegou a oferecer recompensa de R$ 50 mil por informações que levassem ao paradeiro do homem apontado como autor do disparo.

Antes da ação desta sexta, outros seis suspeitos já haviam morrido em operações da Rota realizadas durante as buscas pelos envolvidos no atentado. As mortes ocorreram em diferentes cidades e são alvo de investigação da Polícia Civil, que apura as circunstâncias de cada intervenção policial.

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