Sarampo: conheça os sintomas e o esquema de vacinação para adultos e crianças

A doença é transmitida pelo ar, por partículas respiratórias eliminadas ao tossir, espirrar, falar ou até mesmo na respiração

Publicado em 14/07/2026, às 10h30
Febre alta, manchas vermelhas pelo corpo e conjuntivite estão entre os principais sintomas do sarampo (Imagem: ivector | Shutterstock)
Febre alta, manchas vermelhas pelo corpo e conjuntivite estão entre os principais sintomas do sarampo (Imagem: ivector | Shutterstock)

Por Redação EdiCase

O Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE), em parceria com a Divisão de Vigilância Epidemiológica (DVE), confirmou cinco casos de sarampo no Município de São Paulo em junho de 2026, em meio ao aumento considerável da circulação viral nas Américas. Além disso, a realização da Copa do Mundo de 2026 representa um fator agravante, pois os países-sede, Estados Unidos, México e Canadá, enfrentam alta circulação da doença, aumentando o risco de exposição de viajantes brasileiros.

Diante do perigo de reintrodução do sarampo, Paula Matos Lemos, médica clínica geral do dr.consulta, reforça a seguir as orientações assistenciais e as medidas preventivas para evitar o contágio. Confira!

Formas de transmissão da doença

O sarampo é transmitido pelo ar, por partículas respiratórias eliminadas ao tossir, espirrar, falar ou até mesmo na respiração. O vírus pode permanecer no ambiente por até duas horas, tornando a doença uma das mais contagiosas conhecidas. Uma única pessoa pode transmitir o vírus para 15 a 20 pessoas no mesmo ambiente.

Sintomas e riscos do sarampo

Os principais sintomas são febre alta, manchas vermelhas pelo corpo (exantema), tosse, coriza e conjuntivite. Antes do aparecimento das manchas na pele, podem surgir pequenas manchas esbranquiçadas na mucosa da boca (manchas de Koplik), um sinal bastante característico da doença.

O risco de morte é maior em crianças menores de 5 anos — especialmente menores de 1 ano —, gestantes, imunossuprimidos e adultos não vacinados. Além disso, podem ocorrer complicações como pneumonia e encefalite.

Mulher com cabelo longo, cacheado, usando camiseta branca mostrando curativo após tomar vacina em fundo laranja-claro
A vacinação é a principal forma de prevenção contra o sarampo (Imagem: Prostock-studio | Shutterstock)

Vacinação contra o sarampo

Pessoas com 20-29 anos podem tomar a versão tríplice viral (que protege ainda contra caxumba e rubéola) em duas doses, com intervalo mínimo de 30 dias entre elas. Dos 30 aos 59 anos, a vacina é aplicada em uma dose só — exceto para profissionais de saúde, que devem receber duas doses.

Para as crianças, no calendário de rotina, a 1ª dose da vacina tríplice viral deve ser aplicada aos 12 meses de idade. Aos 15 meses, a criança deve receber a 2ª dose, por meio da vacina tetraviral (que protege contra sarampo, caxumba, rubéola e varicela) ou da tríplice viral associada à vacina contra a varicela. Esse esquema de vacinação de rotina deve ser mantido independentemente da situação de surto ativo do sarampo no país.

Nem todas as pessoas precisam de uma nova dose. Quem possui comprovação de vacinação conforme a faixa etária recomendada pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI) ou comprovação laboratorial de imunidade, geralmente não necessita de revacinação. Caso não haja comprovação vacinal, recomenda-se atualizar o esquema conforme a idade. Na dúvida, a vacinação é segura e constitui a principal forma de prevenção.

Além disso, quem já foi infectado com o vírus do sarampo não precisa tomar a vacina, porque a imunidade decorrente da doença persiste para o resto da vida. Mas isso só vale se você, de fato, recebeu o diagnóstico de sarampo.

Tratamento para pacientes com sarampo

Não existe tratamento específico para eliminar o vírus do sarampo. O manejo é de suporte e inclui repouso, hidratação, controle da febre e dos sintomas.

Como prevenir o sarampo?

A principal forma de prevenção é manter a vacinação em dia. Além disso, pessoas com suspeita ou confirmação da doença devem permanecer em isolamento, evitar contato com indivíduos suscetíveis e manter os ambientes bem ventilados. Medidas de higiene respiratória, como cobrir boca e nariz com o antebraço ou lenço descartável ao tossir ou espirrar, além de lavar sempre as mãos, também ajudam a reduzir a transmissão.

Além disso, vale suspeitar de sarampo em qualquer paciente com febre e exantema maculopapular generalizado, associado a tosse e/ou coriza e/ou conjuntivite — especialmente com histórico de deslocamento (nacional ou internacional) nos últimos 21 dias ou contato com viajantes.

Por Hiorran Santos

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