STF suspende julgamento sobre uso de imóveis públicos para salvar BRB

Publicado em 08/05/2026, às 16h53
Fachada do Banco de Brasília (BRB) - Joédson Alves / Agência Brasil
Fachada do Banco de Brasília (BRB) - Joédson Alves / Agência Brasil

Por Agência Brasil

O Supremo Tribunal Federal suspendeu o julgamento sobre a possibilidade do governo do Distrito Federal usar imóveis públicos como garantia para empréstimos ao Banco de Brasília, que enfrenta investigações de fraudes. A decisão pode impactar a saúde financeira do BRB e a estabilidade do sistema bancário local.

O julgamento foi interrompido após um pedido do ministro Flávio Dino, e até agora, apenas o voto do presidente do STF, Edson Fachin, foi registrado, favorável ao uso dos imóveis como garantia. O BRB busca levantar R$ 6 bilhões para evitar uma crise de liquidez.

A análise do caso foi transferida para o plenário físico do STF, sem data definida para sua retomada. Em abril, Fachin já havia concedido uma liminar que permitiu ao GDF suspender uma decisão anterior do TJDFT que impedia o uso dos imóveis como garantia.

Resumo gerado por IA

O Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu nesta sexta-feira (8) o julgamento que vai definir se o governo do Distrito Federal poderá usar imóveis públicos como garantia de empréstimos para salvar o Banco de Brasília (BRB), envolvido nas investigações sobre fraudes no Banco Master.

O caso começou a ser julgado pelo plenário virtual da Corte, mas foi suspenso por um pedido de destaque feito pelo ministro Flávio Dino.

O destaque é um mecanismo que permite interromper o julgamento e levá-lo para o plenário físico. Não há data para retomada da análise do caso.

Até o momento, somente o voto do presidente do Supremo, ministro Edson Fachin, foi proferido. Ele é o relator do caso. O placar está 1 a 0 para manter o uso dos imóveis como garantia.

Em abril deste ano, Fachin concedeu liminar solicitada pelo GDF para suspender a decisão do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) que barrou o uso dos imóveis.

Com a garantia de imóveis públicos, o BRB pretende fazer operações de crédito de R$ 6 bilhões com o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e outros bancos para evitar uma crise de liquidez e uma eventual intervenção do Banco Central.

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