Suspeito de atirar em tenente irmão de Eloá é incluído na lista vermelha da Interpol

Publicado em 07/07/2026, às 13h20
Suspeito de atirar em tenente irmão de Eloá é incluído na lista vermelha da Interpol - Divulgação / PMSP
Suspeito de atirar em tenente irmão de Eloá é incluído na lista vermelha da Interpol - Divulgação / PMSP

Por Francisco Lima Neto / Folhapress

A Interpol incluiu o nome de Hércules da Costa Siqueira, suspeito de atirar no tenente Ronickson Pimentel, na lista vermelha, permitindo sua captura em qualquer país, enquanto o policial permanece em estado grave no hospital.

O pedido de inclusão foi motivado por informações de que Siqueira poderia fugir para o exterior, e ele é investigado por tentativa de homicídio qualificado, com pena máxima de 30 anos.

O governo de São Paulo ofereceu uma recompensa de R$ 50 mil por informações que levem à prisão do suspeito, que pode já ter deixado o país, enquanto a investigação revela que o crime foi planejado com a participação de pelo menos cinco pessoas.

Resumo gerado por IA

A Interpol (Polícia Internacional) incluiu o nome do suspeito de atirar em Ronickson Pimentel dos Santos, 39, 1º tenente da Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar), da Polícia Militar, na lista vermelha de difusão. Com isso, ele pode ser capturado em qualquer local, caso deixe o país. O tenente permanece internado em estado grave no Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André.

Hércules da Costa Siqueira, 45, conhecido como Golias e Peruca, é investigado pela tentativa de homicídio contra o policial, que foi baleado em São Caetano do Sul, na Grande São Paulo, em 27 de junho. O suspeito está foragido.

O pedido de inclusão na lista vermelha da Interpol foi feito pela SSP (Secretaria da Segurança Pública) de São Paulo para evitar uma possível fuga para o exterior.

"Há informações de inteligência que apontam risco concreto de fuga para o exterior, inclusive por rotas irregulares de fronteira, motivo pelo qual foi solicitada sua captura para fins de extradição", explicou o secretário da Segurança Pública em exercício, coronel Henguel Ricardo Pereira.

A difusão vermelha foi expedida com base no mandado de prisão temporária emitido em 3 de julho pela 2ª Vara Criminal e do Júri de São Caetano do Sul. O investigado responde por tentativa de homicídio qualificado, cuja pena máxima prevista pode chegar a 30 anos de prisão.

"A publicação determina que, caso o procurado seja localizado em qualquer país membro da Interpol, as autoridades competentes realizem sua prisão provisória e comuniquem imediatamente o Escritório Central Nacional da Interpol em Brasília, para adoção das medidas de extradição previstas nos acordos internacionais", explicou a pasta da segurança.

Os policiais que investigam o crime, trabalham com a hipótese de que Hércules tenha fugido do estado de São Paulo.

No domingo (5), a gestão Tarcísio de Freitas (Republicanos) anunciou uma recompensa de R$ 50 mil por informações que levem à localização e à prisão dele. A reportagem não conseguiu identificar quem realiza defesa dele.

Fontes ligadas ao governo não descartam a possibilidade de que o suspeito tente ou até já tenha deixado o país.

Ronickson foi baleado na cabeça quando estava parado em um semáforo da avenida Goiás, principal via de São Caetano do Sul, quando foi surpreendido por dois homens em outra motocicleta.

Segundo a investigação, Golias estava na garupa da motocicleta que emparelhou com a do tenente no momento do ataque. Após o disparo, os dois ocupantes fugiram.

A Polícia Civil afirma que um terceiro suspeito teria sido responsável por conduzir um Renault Logan que deu suporte operacional à ação. De acordo com um relatório da Prefeitura de São Caetano do Sul, o veículo teria sido utilizado para monitorar de forma mais específica a rotina de Pimentel antes do atentado.

Outros dois carros foram identificados após análise de câmeras de segurança, totalizando ao menos cinco pessoas envolvidas. Duas delas estão presas por envolvimento indireto no caso.

Ronickson é irmão mais velho de Eloá Pimentel, morta aos 15 anos por Lindemberg Alves na casa em que ela morava em Santo André, também no ABC paulista, em outubro de 2008.
Documento judicial obtido pela reportagem indica que o crime contra o policial foi planejado, com estudo prévio de horários e locais.

Três homens foram mortos em ações da Rota durante as buscas pelos suspeitos do crime. As intervenções ocorreram entre a segunda-feira (29) e a quinta-feira (2) após denúncias anônimas.

As mortes ocorreram na área do 53º DP (Parque do Carmo) e do 68º DP (Lageado), ambas na zona leste de São Paulo, e em Peruíbe, no litoral paulista.

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