Tenente-coronel acusado de feminicídio de soldado chora ao negar crime e diz que é 'escravo' na prisão

Publicado em 27/09/2026, às 17h08
Imagem Tenente-coronel acusado de feminicídio de soldado chora ao negar crime e diz que é 'escravo' na prisão

Por Diário do Centro do Mundo

O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, preso desde março, nega ter assassinado sua esposa, a soldado Gisele Alves Santana, e alega que ela cometeu suicídio em fevereiro, após uma discussão sobre separação.

O Ministério Público o acusa de feminicídio, afirmando que ele atirou na cabeça da esposa e tentou encobrir o crime, com evidências que contradizem a versão do suicídio, conforme laudo do Instituto de Criminalística.

Geraldo, que se queixa das condições na prisão, será interrogado pela Justiça em 5 de outubro, enquanto enfrenta acusações de feminicídio e fraude processual.

Resumo gerado por IA

O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, acusado de matar a esposa, a soldado da Polícia Militar Gisele Alves Santana, chorou ao negar o crime em interrogatórios à Corregedoria da PM e à Polícia Civil de São Paulo. As informações são do g1.

Preso preventivamente desde 18 de março, ele sustentou que Gisele tirou a própria vida no apartamento do casal, no Centro de São Paulo, em 18 de fevereiro. 

“Eu não matei minha esposa. Eu sonho todo dia com ela aqui. A Gisele cometeu suicídio”, afirmou o oficial.

Ele também reclamou da rotina no presídio Romão Gomes, onde está detido, e disse ser tratado como “escravo”.

MP acusa coronel de simular suicídio de soldado

O Ministério Público acusa Geraldo de atirar na cabeça da mulher com a própria arma e de simular um suicídio após uma discussão motivada por ciúmes e pela intenção dela de se separar.

Geraldo admitiu que apagava mensagens após discussões com Gisele e confirmou que teve relação sexual com ela antes da morte, informação que havia omitido inicialmente por considerá-la íntima.

Um laudo complementar do Instituto de Criminalística, divulgado em setembro, concluiu que os elementos materiais contrariam a hipótese de suicídio e apontam feminicídio. Réu por feminicídio e fraude processual, ele será interrogado pela Justiça em 5 de outubro.

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