Polícia

Tenente-coronel da Polícia Militar é preso suspeito de homicídio em Maceió

Além dele, outras três pessoas foram presas na operação deflagrada pela Polícia Civil; uma delas é um tenente da reserva da PM

Redação TNH1 com Ascom PC | 22/07/20 - 09h25 - Atualizado em 22/07/20 - 15h36
Tenente-coronel Rocha Lima | Reprodução TV Pajuçara

O comandante do 8º Batalhão da Polícia Militar de Alagoas, tenente-coronel Rocha Lima, um tenente da reserva da PM José Gilberto Cavalcante Gois, além de outros dois suspeitos, foram presos, na manhã desta quarta-feira, 22, por agentes da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), em uma operação que ocorreu em pelo menos três bairros de Maceió. O grupo é suspeito de participação na morte de Luciano de Albuquerque Cavalcante, de 40 anos, assassinado em outubro de 2019. Os mandados foram expedidos pela 8ª Vara Criminal da Capital.  

O crime ocorreu por volta das 10h20, do dia 25 de outubro de 2019, na Avenida Ministro Lindolfo Collor, no Conjunto Village Campestre II, no bairro Cidade Universitário, em Maceió. A vítima foi executada com sete disparos de arma de fogo, de munição calibre .40. O motivo do crime teria sido um desentendimento acerca de um terreno no bairro Forene.

Dois policiais militares foram presos, sendo que na casa de um deles foi encontrada uma arma de fogo do tipo pistola Glock, calibre .380. Os outros dois presos não são policiais.

Fardamento e acessórios da PM foram encontrados na casa de um dos suspeitos. Foto: 082Notíicias/PC

Durante a busca domiciliar, também foi localizada um revólver calibre .38 na residência de outro indiciado.

A delegada Tacyane Ribeiro comunicou à reportagem do TNH1 nesta manhã que as diligências ainda não foram finalizadas. Ela adiantou que os bairros alvos da operação na capital foram: Benedito Bentes, Chã da Jaqueira e Clima Bom. 

Em novembro do ano passado, o tenente da reserva da Polícia Militar, José Gilberto Cavalcante Gois, foi preso com Wagner Luís das Neves, ambos suspeitos de executar Luciano no bairro de Cidade Universitária. Eles também podem ter premeditado o crime, com interesse em ficar com um terreno avaliado em R$ 1 milhão, que vinha sendo negociado entre as partes.

À época, a polícia também investigou a vida da vítima e descobriu que José Gilberto havia negociado com ela para lotear um terreno, localizado no bairro Forene, em Rio Largo, e vinha cobrando Luciano para que lhe repassasse a quantia de R$ 3 mil para pagar a escritura.

No dia do crime, imagens de câmeras de segurança filmaram o momento em que o Voyage branco entra no condomínio do PM Gilberto, onde permanece por 12 minutos, e sai em direção ao posto Acauã, onde a vítima trabalhava, com aluguel de máquinas pesadas, e onde foi morta.

Camisetas com identificação em nome de outras pessoas, calças, um par de botas, um cassetete e bolsas da PM foram apreendidos na casa de Wagner, que não é policial. Na casa de Gilberto, foram apreendidos cartuchos de munição ponto 40.