TSE amplia articulação para enfrentar riscos climáticos nas Eleições 2026

Publicado em 30/09/2026, às 11h53
Imagem TSE amplia articulação para enfrentar riscos climáticos nas Eleições 2026

Por Ascom TSE

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ampliou a articulação com os tribunais regionais eleitorais (TREs) e outros órgãos para prevenir e enfrentar possíveis impactos de eventos climáticos extremos nas Eleições 2026. Criada pelo TSE, a Sala Nacional de Situação Climática vai monitorar riscos, integrar informações e apoiar os TREs na prevenção e na resposta a situações que possam afetar a votação. 

A proposta é formar uma rede nacional de apoio capaz de permitir atuação rápida diante de situações como chuvas intensas, enchentes, deslizamentos, secas, queimadas ou outros eventos que possam comprometer o acesso aos locais de votação, o transporte de materiais, o armazenamento de equipamentos ou a transmissão de informações. 

A partir de informações geográficas e climáticas, a sala poderá elaborar mapas de risco, boletins técnicos e recomendações para situações de emergência. Entre as medidas, estão a definição de locais de votação de reserva, rotas emergenciais de transporte, reforço dos sistemas de comunicação e orientações para servidores e mesários. 

A Sala Nacional não substitui a atuação dos TREs. O objetivo do TSE é integrar o conhecimento local dos tribunais a uma estrutura nacional de monitoramento e apoio técnico. Os regionais conhecem as particularidades de seus territórios, como rotas de acesso, locais de votação e vulnerabilidades de cada região. 

Escuta dos tribunais regionais 

Como parte desse trabalho, o TSE realizou reuniões com TREs de todas as regiões do país para conhecer os principais riscos identificados em cada estado e as medidas já planejadas. 

Os tribunais regionais encaminharam planos de contingência e outras informações à Sala Nacional. O diálogo permitiu identificar situações que podem exigir apoio, articulação ou acompanhamento em âmbito nacional. 

Cooperação entre instituições 

A Sala Nacional também envolve articulação com instituições responsáveis pelo monitoramento climático, meteorológico e hidrológico e pela proteção e defesa civil.  

Entre os parceiros, estão o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o Serviço Geológico do Brasil (SGB), a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), as defensorias públicas estaduais, o Conselho Nacional das Defensoras e Defensores Públicos-Gerais (Condege), a Associação Nacional das Defensoras e Defensores Públicos (Anadep), a Defensoria Pública da União (DPU), o Tribunal Superior do Trabalho (TST) e a Polícia Rodoviária Federal (PRF), além dos TREs. 

A integração permite transformar alertas e análises técnicas em informações úteis ao planejamento eleitoral. Com isso, o TSE poderá identificar áreas vulneráveis com antecedência e avaliar medidas para reduzir os possíveis impactos de eventos climáticos extremos durante a votação. 

Gostou? Compartilhe