Polícia

Vítima de servidor diz que tem medo de sair na rua e de entrar em carros

Deborah Freire com TV Pajuçara | 15/04/19 - 08h32 - Atualizado em 15/04/19 - 08h34
Jovem falou com a imprensa após a prisão do suspeito | TV Pajuçara / Henrique Pereira

Uma das vítimas do servidor da Câmara de Vereadores preso nesta segunda (15), suspeito de estuprar 19 garotas, relatou detalhes do crime em entrevista à imprensa. O fato ocorreu com ela em novembro, mas a jovem diz que ainda sente medo de sair na rua e de entrar em carros.

A garota esteve hoje no escritório onde os crimes ocorriam, para fazer o reconhecimento da área, e disse que relembrou tudo o que passou no local. “Fiquei muito nervosa, com vontade de chorar. É muito ruim, relembra tudo o que passou aqui dentro”, desabafa.

O suspeito de cometer os estupros é Benício Vieira de Lima, assessor do gabinete do vereador Chico Filho, que determinou a exoneração dele. Veja nota.

A vítima contou ainda que foi abordada na rua e rendida com uma arma apontada para sua cabeça. Ela foi obrigada a colocar um capuz, enquanto o homem dirigia até o escritório, entrando em várias ruas para evitar que ela reconhecesse o caminho.

Em um dos cômodos do escritório, localizado na Avenida Rotary, no bairro da Gruta de Lourdes, ela foi abusada durante duas horas. “Ele era muito violento, ameaçava que iria me matar, que iria procurar os meus pais. Dizia que se eu gritasse, iria chamar outros homens que estavam lá”, relembra.

Após o crime, ainda segundo o relato dela, o servidor a deixou perto de casa e a ameaçou. “Disse que não era pra eu contar a ninguém, que ele ia voltar a me procurar”.

Três dias depois, quando teve coragem de falar sobre o caso, ela procurou a polícia acompanhada do pai.

A prisão

O servidor foi preso em operação da Polícia Civil de Alagoas na manhã desta segunda-feira (15) suspeito de estuprar pelo menos 19 meninas com idades entre 11 e 17 anos, depois de sequestrá-las nos bairros do Jacintinho e Feitosa, em Maceió. Ele foi preso em casa, no bairro de Guaxuma, Litoral Norte da Capital, em cumprimento a mandado judicial. Os crimes ocorriam desde 2015, segundo as investigações.