Interior

'Vivo pensando que ele vai me matar', diz mulher espancada na rua em Teotônio Vilela 

Eberth Lins | 03/02/21 - 10h37 - Atualizado em 03/02/21 - 14h08
Adriana Gomes foi agredida na madrugada da última segunda, dia 1º | Foto: Cortesia / AME

"Eu o vejo a todo instante e vivo pensando que ele vai me matar".  A fala é da dona de casa Adriana Gomes da Silva, de 38 anos, que foi espancada ao se envolver numa confusão no município de Teotônio Vilela, interior de Alagoas, na madrugada da última segunda-feira, dia 1º de fevereiro.

Adriana foi agredida na rua com socos, chutes e chegou a ser arrastada pelo cabelo. A violência foi acompanhada por alguns homens e só teve fim após uma mulher interferir e apartar.

O homem que aparece agredindo Adriana foi identificado como Franco Willian André de Souza, de 21 anos.  Ele chegou a ser detido pela Guarda Municipal, mas foi solto em seguida, já que não havia registro da agressão.

"Estava me divertindo. Não conheço ele, nunca fiz mal para ele. Queria saber porque ele estava batendo em mim e queria tirar a minha vida. Quero que a justiça divina e da terra me ajude. Que ele pague o que fez comigo para não fazer com outras mulheres", contou Adriana Gomes.

Veja o que conta Adriana, no vídeo abaixo:

De acordo com Júlia Nunes, da Associação Para Mulheres (AME), Adriana fará nesta quarta-feira (03) o exame de corpo e delito no Instituto Médico Legal (IML) de Arapiraca.

"Ela não prestou queixa por não conseguir se locomover, estava muito machucada. Ontem (02) fomos até Teotônio e, com a ajuda de populares e da Secretaria de Segurança do município, conseguimos levá-la até a delegacia para que a queixa fosse formalizada", disse Júlia em entrevista ao TNH1.

Foto: Cortesia / AME

Reveja o flagra da agressão exibido no programa Cidade Alerta, da TV Pajuçara/ Record TV

Crime de rixa

O delegado responsável pelo caso, Arthur César, do 79º Distrito Policial, informou ao TNH1 que segue ouvindo testemunhas e que Adriana e Franco devem ser indiciados pelo crime de rixa, quando não é possível diferenciar quem são os autores ou a vítima do crime.

"O que apuramos até agora é que houve uma confusão generalizada, com o envolvimento de no mínimo quatro pessoas. Todos estavam sob efeito de bebida alcoólica e se agrediram após iniciar uma discussão", detalhou o delegado, reforçando que o revide contra Adriana Gomes foi desproporcional.