Além de ser o maior produtor e exportador de café do mundo, o Brasil ainda é o segundo maior consumidor global da bebida. Com mais de 21 milhões de sacas consumidas anualmente, o país fica atrás apenas dos Estados Unidos.
Por essa razão, um rumor envolvendo a composição do café acabou não apenas gerando grande repercussão nas redes sociais, mas também forçando a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a elucidar a situação.
De acordo com diversas publicações, a versão nacional da bebida teria passado a utilizar supostos “produtos químicos tóxicos” que estariam provocando aumento nos casos de queda de cabelo em sua receita.
As postagens afirmavam ainda que as mudanças teriam recebido a autorização da Anvisa. Contudo, de acordo com o órgão, as informações são falsas e não possuem nenhum respaldo técnico ou científico.
A agência ainda afirmou que a Resolução RDC nº 716/2022, que estabelece regras rígidas para a composição do café, segue em vigor e reforçou que não houve alteração alguma no produto que é desenvolvido e comercializado no Brasil.
Os riscos do café: quando a bebida se torna perigosa?
Para a maioria dos adultos, o consumo diário de café pode trazer diversos benefícios ao organismo, como melhora no desempenho cognitivo e proteção cardiovascular. Entretanto, esses benefícios estão relacionados a um consumo moderado.
Caso o limite diário de cerca de 400 mg de cafeína (cerca de 4 xícaras de café) seja ultrapassado ou a bebida seja consumida com muito açúcar, o café pode desencadear uma série de problemas, como:
- Sistema nervoso: ansiedade, insônia, tremores e palpitações;
- Problemas no estômago: irritação, azia, refluxo e náuseas (principalmente se consumido em jejum ou por quem já tem gastrite);
- Problemas nutricionais: problemas na absorção de nutrientes como cálcio e ferro;
- Doenças autoimunes: resistência à insulina e diabetes tipo 2;
- Sobrecarga cardíaca: elevação no risco de complicações cardiovasculares.





