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Milhões de brasileiros podem estar perdendo dias de férias sem saber

Por Clyverton da Silva
13/07/2026
O que a ciência diz sobre quem chora durante o trabalho?

Foto ilustrativa: pch.vector/Freepik

O aproveitamento do período de descanso anual entre os trabalhadores brasileiros está aquém do que a legislação garante. Dados de um levantamento realizado pela plataforma global de recursos humanos e folha de pagamento Deel, em parceria com a Andreessen Horowitz, indicam que apenas 33% dos funcionários no Brasil utilizam integralmente os 30 dias de férias a que têm direito, o que equivale a uma proporção de um em cada três trabalhadores. A mediana de dias efetivamente aproveitados é de 20, mesmo com a lei assegurando o mês completo.

O estudo analisou registros reais de solicitações de afastamento envolvendo mais de 1,5 milhão de profissionais em 150 países. No caso brasileiro, foram avaliadas 993 requisições de férias em empresas, majoritariamente dos setores de tecnologia, startups e organizações com regimes de trabalho remoto ou híbrido.

Brasil possui a segunda maior concessão entre os países analisados

Com 30 dias anuais assegurados, o Brasil possui a segunda maior concessão entre os países analisados, ficando atrás apenas da França, onde a média é de 34 dias. Contudo, o índice de utilização é menor: enquanto os brasileiros usam 72% dos dias disponíveis, os franceses chegam a 88%. 

Apesar de parte dos profissionais não esgotar o período total, o Brasil se destaca pelo tamanho dos blocos de férias. Segundo a pesquisa, 62% dos trabalhadores brasileiros tiram ao menos um período de 11 dias consecutivos ou mais por ano, percentual que supera o de países conhecidos pelo equilíbrio entre vida pessoal e profissional, como Suécia (55%) e Dinamarca (51%).

Licença médica

O levantamento também apontou disparidade no uso de licenças médicas entre gêneros. No período analisado, 41% das trabalhadoras registraram ao menos um afastamento por motivo de saúde, contra 21% dos homens, diferença de 20 pontos percentuais.

O maior índice foi observado entre mulheres de 35 a 39 anos, grupo em que 54% tiveram pelo menos uma licença médica, a maior frequência de toda a amostra brasileira.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Clyverton da Silva

Clyverton da Silva

Jornalista e editor do TNH1 Variedades.

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