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Entenda como algumas pessoas estão ganhando até R$ 3.000 apenas para jogar futebol com os amigos

Por Eduardo Sant’Anna
09/11/2025
futebol

Pixabay/Reprodução

Decidir no “dois ou um” quem vai para o gol virou coisa do passado. Hoje, na era dos aplicativos, goleiros podem ser alugados e avaliados online, transformando o futebol amador em fonte de renda extra.

De um churrasco à criação do aplicativo

A ideia nasceu em 2014, em Curitiba (PR), durante um churrasco. Samuel Toaldo, 42 anos, criador da plataforma Goleiros de Aluguel, conta que percebeu a oportunidade quando amigos comentaram que era difícil encontrar goleiro fixo.

“As pessoas até me buscavam em casa, porque precisavam muito de um goleiro”, comenta ao Terra.

Ele criou uma fanpage no Facebook, começou a receber convites para jogos e, pouco depois, lançou o aplicativo. Atualmente, a plataforma soma mais de 186 mil contratantes e 205 mil goleiros cadastrados em todo o país.

Uma goleira de sucesso

Entre os nomes mais conhecidos está Jéssica Monczak, 36 anos, empresária de Curitiba. Filha de ex-jogador profissional, ela sempre foi ligada ao futebol. Após uma lesão no joelho, decidiu trocar a linha pelo gol e se apaixonou pela posição.

“Entendi que era o que eu queria. Comecei a treinar em academia de goleiros e me inscrevi no aplicativo”, conta.

Hoje, Jéssica recebe convites frequentes e já é reconhecida nas partidas amadoras. De acordo com Toaldo, goleiros mais ativos podem lucrar até R$ 3.000 por mês, enquanto a média nacional gira em torno de R$ 900.

Apesar do crescimento, as mulheres ainda representam apenas 1% dos goleiros cadastrados. “O que fazemos não é só por amor. Pode ser rentabilizado”, afirma Jéssica.

Futebol, renda e disciplina

Nem todos dependem da tecnologia. O paulistano Lucas Coutinho, 35 anos, atua de forma independente e chega a receber R$ 150 por jogo. “Os caras querem comprometimento, porque estão pagando”, diz.

O fenômeno dos “goleiros de aluguel” mostra como a paixão pelo futebol pode se reinventar, e virar uma nova profissão em meio à era digital.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Eduardo Sant’Anna

Eduardo Sant’Anna

Jornalista apaixonado por esportes. Experiência em redação, produção de textos e elaboração de pautas.

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