A frase foi curta, mas o recado não poderia ser mais direto: “A paciência acabou”. Foi com essa mensagem, publicada nas redes sociais na madrugada desta terça-feira (11), que a Mancha Verde, principal torcida organizada do Palmeiras, deu o tom do mais recente episódio de desgaste entre a arquibancada e o banco de reservas. O pedido, em letras garrafais, veio na sequência: “Fora Abel Ferreira”.
O protesto foi deflagrado dois dias depois de um empate sem gols contra o Internacional, no Nubank Parque, em partida válida pela Série A. O resultado em si não seria motivo para tamanha comoção, mas ele se soma a uma sequência recente considerada insatisfatória pelo torcedor.
Nos últimos seis jogos, o Palmeiras venceu três, empatou um e perdeu dois. O aproveitamento de 55% é, para muitos, insuficiente para um time que lidera o Brasileirão, ainda que com vantagem de seis pontos sobre o vice-líder Flamengo, que tem um jogo a menos, e já esteja classificado para as quartas da Copa do Brasil.
Ironia contida na publicação
O que torna o episódio mais simbólico, porém, é a ironia contida na publicação. A mensagem trazia um asterisco vermelho em destaque, uma referência direta às declarações do próprio técnico em momentos de crise.
Abel Ferreira já usou o termo “asterisco” para relativizar derrotas e eliminações, argumentando que os resultados precisam ser ponderados por seus contextos. Desta vez, a torcida usou o símbolo como resposta.
Não é a primeira vez que a organizada pede a cabeça do português. Em maio, após uma derrota para o Cerro Porteño pela Libertadores, a Mancha Verde já havia publicado uma nota classificando Abel como “arrogante, desequilibrado e perdido”. Na ocasião, o pedido foi ignorado pela diretoria, que seguiu confiando no trabalho do comandante vencedor dos últimos anos.





