Com a derrota da Seleção Brasileira para a Noruega no domingo (5) por 2 a 1, o técnico Carlo Ancelotti concedeu uma entrevista coletiva pós-jogo e confirmou um fim de ciclo na Amarelinha e o início do que ele chamou de uma nova aventura sobre o comando da equipe nacional.
Vale destacar que o técnico, que tem contrato até 2030, foi mantido no cargo e até então, a confirmação é de que a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), confia no trabalho do profissional para o novo ciclo preparatório da equipe até a próxima Copa do Mundo.
“Óbvio que estamos todos profundamente tristes. Porque acho que fizemos até agora não um Mundial especial, um bom Mundial. Acho que também o jogo de hoje merecíamos ganhar e, quando passa um momento assim, tem que pensar que uma derrota é o começo de uma nova aventura. Temos que seguir melhorando, encontrar novas ideias”, disse o treinador.
O treinador também avaliou o seu desempenho à frente da seleção. “Acho que o trabalho foi bom, o futebol é assim. Às vezes, tem que administrar a tristeza de uma derrota. Estou acostumado a isso. Vamos administrar essa derrota com um novo impulso ao trabalho e na avaliação dos jogadores.”
A escolha de Bruno Guimarães para bater o pênalti
Antes de levar o primeiro gol da Noruega, o Brasil teve a chance de sair à frente no marcador por meio de um pênalti, mas acabou desperdiçando a possibilidade com a cobrança de Bruno Guimarães, que viu seu chute ser defendido pelo goleiro norueguês Ørjan Nyland. Na entrevista, Ancelotti também comentou o motivo pelo qual escolheu o volante para cobrar a penalidade máxima.
“Fizemos umas estátisticas de um ano dos jogadores rivais e também dos nossos. O melhor na Seleção era o Raphinha. Dos disponíveis, o melhor era o Neymar, depois Igor Thiago, depois Bruno Guimarães e depois o Martinelli. Escolhemos o Bruno Guimarães porque achamos que ele era o melhor (cobrador de pênalti) em campo”, explicou.
Pior campanha em Copas desde 1990
Essa foi a pior campanha da Seleção Brasileira em Copas do Mundo desde 1990, quando a equipe foi eliminada pela Argentina também nas quartas de final da competição. Outro dado negativo é que com a eliminação precoce o Brasil também atingirá o seu maior período sem conquistar um Mundial. Serão 28 anos sem título.





