A oferta do Al Qadsiah, da Arábia Saudita, pela zagueira Pati Maldaner, de 23 anos, pode colocar o Palmeiras em uma posição histórica no futebol feminino brasileiro. O clube árabe propôs 800 mil dólares, cerca de 4,1 milhões de reais, para contar com a defensora que se firmou como uma das principais jogadoras da posição no país.
A negociação ainda está em análise, mas os números já chamam atenção. Se concretizada, a venda de Pati Maldaner se tornará a segunda maior da história do futebol feminino brasileiro envolvendo uma saída direta de um clube do país.

O valor supera os 3,1 milhões de reais pagos pelo América do México à zagueira Isa Haas, que deixou o Cruzeiro. Fica atrás apenas da transferência de Amanda Gutierres, que foi do Palmeiras para o Boston Legacy, dos Estados Unidos, por 1,1 milhão de dólares, o equivalente a 5,9 milhões de reais na época.
Vale lembrar que, em agosto, a atacante Kerolin se tornou a brasileira mais cara da história ao ser negociada pelo Barcelona por 1,2 milhão de euros, cerca de 7 milhões de reais, com bônus inclusos. Mas essa transação ocorreu entre clubes europeus, o que coloca a venda de Pati como um feito ainda mais significativo para o futebol feminino nacional.
Trajetória de Pati
Natural de Pinhalzinho, interior de Santa Catarina, Pati chegou ao Palmeiras em 2024 e rapidamente se consolidou como pilar defensivo. Foi eleita a melhor zagueira do Paulista Feminino de 2025, renovou contrato e segue no clube até o fim de 2027. Nesta temporada, já disputou 15 partidas entre Brasileiro, Supercopa e Paulista.
A possível saída para a Arábia Saudita reforça a crescente valorização das jogadoras brasileiras no mercado internacional. O movimento também mostra o avanço do futebol feminino fora dos centros tradicionais, com ligas emergentes investindo em talentos sul-americanos.





