O Grêmio atravessa um momento delicado dentro e fora de campo. A derrota por 3 a 0 para o Atlético-MG, no último domingo (16), pela Série A, expôs mais uma vez as fragilidades do time, que segue sem vencer como visitante e amarga uma posição incômoda na tabela, próxima à zona de rebaixamento. O mau desempenho reacendeu as críticas ao trabalho do técnico Luis Castro e aumentou a pressão sobre a diretoria.
Foi nesse cenário que o diretor executivo Paulo Pelaipe concedeu entrevista coletiva e trouxe à tona a realidade financeira do clube. Ele explicou que a saída do volante Arthur, anunciada recentemente, foi uma decisão forçada pelas contas.
Segundo Pelaipe, o presidente Odorico Roman herdou um clube em situação crítica, com dívidas e salários atrasados. A diretoria não tinha condições de manter o meio-campista, considerado um dos principais nomes do elenco.
O mesmo ocorreu com William, que também deixou o clube por questões salariais. Pelaipe ainda mencionou que há outros jogadores recebendo valores acima do que o clube pode pagar, o que compromete ainda mais o orçamento.
Dirigente saiu em defesa de Luis Castro
Em meio às cobranças por resultados, o dirigente saiu em defesa de Luis Castro. Ele afirmou que o treinador segue no cargo e que o trabalho está em andamento, mesmo com os resultados ainda não aparecendo.
Pelaipe lembrou que o Grêmio trocou de técnico sete vezes entre 2021 e 2025 e que as demissões não surtiram efeito. A mensagem foi clara: a diretoria pretende dar continuidade ao projeto, mesmo sob críticas.
Os próximos jogos do Grêmio serão decisivos para o futuro do clube na temporada. A equipe enfrenta Bragantino fora de casa pelo Brasileirão, dois confrontos contra o Internacional pela Copa do Brasil, com ida e volta, e a Chapecoense em casa.





