A busca da Itália por um novo treinador ganhou um obstáculo que vai além da parte esportiva. Depois de tentar contratar Carlo Ancelotti, a Federação Italiana voltou suas atenções para Pep Guardiola, mas esbarrou em uma exigência financeira muito superior ao que normalmente é pago a técnicos de seleções. Inclusive, segundo o jornal Metrópoles, o salário pedido pelo espanhol é maior do que os R$ 58 milhões anuais que o comandante brasileiro, o mais bem pago do mundo entre os demais profissionais das equipes nacionais, recebe.
Guardiola teria solicitado 20 milhões de euros por temporada, cerca de R$ 115 milhões na conversão atual, para assumir a seleção italiana. O valor é considerado elevado pela federação, que trabalha com uma previsão de investimento próxima de 10 milhões de euros anuais, aproximadamente R$ 57 milhões. Dessa forma, a negociação ficou mais distante de um acordo.
Salário colocaria Guardiola no topo entre técnicos de seleções
Caso a Itália aceitasse a proposta financeira de Guardiola, o espanhol se tornaria o treinador de seleção mais bem pago do futebol mundial. O valor pedido representa uma diferença significativa em relação aos principais nomes que comandam equipes nacionais.
A remuneração desejada pelo técnico seria quase duas vezes superior à recebida por Carlo Ancelotti, que teve sua renovação de contrato assinada com a Seleção Brasileira recentemente e deve permanecer no cargo até 2030.
Ancelotti recebe aproximadamente € 10 milhões (cerca de R$ 58,2 milhões) por ano, valor que o coloca como o técnico mais valorizado do futebol de seleções. Mesmo assim, a quantia ficaria abaixo do pedido feito por Guardiola para assumir a Itália.

Itália avalia alternativas dentro do próprio país
Apesar do interesse em Guardiola, parte dos dirigentes italianos defende uma mudança de estratégia. Um grupo dentro da federação entende que o próximo treinador da seleção deveria ser italiano, retomando uma tradição de comandantes nacionais à frente da equipe.
Nesse cenário, Andrea Pirlo aparece como um dos nomes mais cotados. O ex-jogador da Azzurra e campeão mundial em 2006 é visto como uma alternativa para iniciar um novo ciclo, enquanto Roberto Mancini e Antonio Conte também aparecem entre as opções avaliadas pela entidade.





