A startup Atoms, fundada por Travis Kalanick, cofundador e ex-CEO do Uber, levantou US$ 1,7 bilhão numa rodada de investimentos liderada pelo fundo Andreessen Horowitz. Agora a empresa se prepara para entrar no mercado de robotáxis, segundo reportagem do Financial Times.
A Atoms já conversou com o próprio Uber sobre fornecer tecnologia de direção autônoma para a plataforma. O Uber, aliás, participou da rodada com um aporte de US$ 100 milhões. Quem comanda o projeto de robotáxis dentro da Atoms é Anthony Levandowski, ex-chefe da divisão de carros autônomos do Uber.
Levandowski ficou conhecido por um caso de furto de segredos industriais da Waymo, que custou ao Uber um acordo de quase US$ 350 milhões e ajudou a derrubar Kalanick do cargo de CEO em 2017. Ele recebeu perdão do então presidente americano Donald Trump em 2021.
Uma empresa que nasceu da CloudKitchens
Kalanick deixou o conselho do Uber em 2019, dois anos depois de sair da presidência da empresa em meio a denúncias de assédio sexual e discriminação. Desde então, ele construiu a CloudKitchens, negócio de cozinhas compartilhadas para delivery.
A Atoms surgiu como uma reestruturação corporativa sobre esse projeto e hoje reúne três frentes: Atoms Food, voltada à produção de alimentos; Atoms Mining, focada em automação de mineração; e Atoms Transport, ligada a veículos e robótica.
Robotáxi é só parte do plano
Além do fundo Andreessen Horowitz, participaram da rodada nomes como Bain Capital, Fifth Wall e o próprio Uber, além de bancos como Goldman Sachs e JPMorgan na parte de dívida. Segundo fontes ouvidas pelo Financial Times, os robotáxis não representam todo o plano de negócios da Atoms, mas já viraram uma prioridade dentro da empresa.
Uma parceria com o Uber marcaria o retorno de Kalanick ao setor de transporte por aplicativo, mercado que ele ajudou a criar e do qual estava afastado desde que deixou o conselho da empresa.





