O formato da Copa do Mundo de 2026 representa uma das maiores mudanças da história do torneio, mas a FIFA já avalia um novo passo para a competição. Em entrevista ao portal suíço Bluewin, o presidente da Fifa, Gianni Infantino, afirmou que a entidade que controla o futebol mundial estuda a possibilidade de ampliar novamente o número de seleções participantes, passando de 48 para 64 equipes em uma próxima edição do Mundial.
O mandatário afirmou que essa foi uma sugestão de um membro do Conselho da entidade, Diante disso, a organização irá analisar o impacto do novo modelo após a realização da Copa de 2026. A edição disputada nos Estados Unidos, México e Canadá está sendo a primeira com 48 participantes, uma expansão em relação ao formato tradicional de 32 seleções.
A lógica por trás da possível expansão para 64 seleções
A mudança segue uma estratégia que já vem sendo adotada pela FIFA nos últimos anos: aumentar a presença de diferentes regiões do planeta no principal torneio do futebol internacional.
Na prática, uma Copa com 64 equipes permitiria a entrada de mais países no evento, principalmente seleções de continentes que historicamente possuem menos vagas. O argumento utilizado pela entidade é que a ampliação pode fortalecer o desenvolvimento do futebol em mercados emergentes, já que a participação em um Mundial aumenta investimentos, visibilidade e estrutura esportiva local.
O modelo também representa uma mudança comercial. Com mais partidas e mais seleções envolvidas, a FIFA amplia o alcance global da competição, criando novas oportunidades de transmissão, patrocínio e audiência em diferentes mercados.
Além disso, na prática, o aumento no número de seleções pode resultar em uma mudança em relação ao torneio desde ano, no qual se classificaram para a fase mata-mata os oito melhores terceiros da competição. Caso a Copa passe a ter 64 equipes, serão organizados 16 grupos com quatro seleções. Assim, se classificarão apenas as duas primeiras. O total de jogos passaria de 72 para 96.





