Já pensou em processar a FIFA por um erro de arbitragem que prejudicar o Brasil na Copa do Mundo e ainda ganhar bilhões de reais por isso? É o que está tentando Kaveh Lotfollah Afrasiabi, cidadão americano de origem iraniana, que, segundo o portal R7 Esportes, entrou com uma ação contra o presidente da entidade, Gianni Infantino, e outros dirigentes da federação, pedindo uma indenização de R$ 5,2 bilhões devido a uma polêmica no Mundial.
De acordo com ele, houve um erro de arbitragem na partida entre Irã e Egito. Nos minutos finais, enquanto o jogo estava empatado em 1 a 1, o juiz anulou um gol da seleção iraniana devido a impedimento. A anulação foi feita por meio da análise do VAR e garantiu a segunda colocação do grupo aos egípcios e, consequentemente, a classificação para a próxima fase.
A ação movida por Afrasiabi foi coletiva. Nela, ele alega que milhões de cidadãos iranianos e iraniano-americanos que estavam torcendo pela seleção do Irã foram prejudicados com o que ele acredita ter sido um erro de arbitragem.
Além disso, o cidadão acusa a FIFA de ter discriminado o Irã durante a competição. Um ponto destacado por ele é que a entidade não teria trabalhado para evitar tratamento desigual à seleção iraniana. Diante disso, a população do país sofreu com danos emocionais.
Contexto da participação iraniana na Copa de 2026
A campanha do Irã na Copa do Mundo já vinha cercada de controvérsias antes mesmo da bola rolar. De acordo com registros e reportes internacionais, a preparação da seleção foi afetada por restrições logísticas e diplomáticas, incluindo dificuldades de deslocamento e mudanças no local de preparação da equipe.
Além disso, a participação iraniana ocorreu em meio a um contexto político sensível, com debates internacionais sobre segurança e condições de participação no evento, o que ampliou a pressão sobre a equipe dentro e fora de campo. Tudo isso devido à guerra entre Estados Unidos (um dos países sede da competição) e o Irã.
Fifa ainda não se manifestou sobre o processo
Até o momento, a Fifa não apresentou posicionamento oficial sobre a ação judicial. O caso segue em análise na Justiça dos Estados Unidos e ainda não há prazo definido para uma decisão.
Se houver condenação, o valor solicitado, estimado em US$ 1 bilhão, equivalente a cerca de R$ 5,2 bilhões, colocaria o processo entre as maiores disputas financeiras já enfrentadas pela entidade em sua história recente.





