Apesar do histórico multicampeão por clubes europeus, o currículo do técnico italiano Carlo Ancelotti ganhou uma mancha amarga na Copa do Mundo de 2026, já que, sob seu comando, a Seleção Brasileira acabou sendo eliminada do torneio de forma precoce.
Fora dos gramados, derrota por 2 a 1 para a Noruega fragmentou as análises entre torcedores e especialistas sobre a capacidade do treinador de liderar a equipe. Em contrapartida, para os atletas, a reputação de “Carleto” permanece intacta.
Inclusive, de acordo com informações divulgadas pelo portal Itatiaia, representantes do atual elenco chegaram até mesmo a aproveitar o espaço em uma reunião com Samir Xaud, presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), para defender a permanência de Ancelotti.
Lideranças do vestiário trouxeram à tona o retrospecto de desordem política do ciclo anterior, caracterizado por sucessivas quebras de continuidade na gestão técnica e na própria diretoria da própria entidade.
Com isso, apesar de lamentarem o resultado do Mundial de 2026, os veteranos solicitaram a Xaud que assegure estabilidade a Ancelotti, uma vez que a continuidade é fundamental para o desenvolvimento sem sobressaltos de uma nova Seleção Brasileira.
CBF não cogita mudar contrato de Ancelotti
Vale destacar que o apelo do elenco apenas reforçou o posicionamento da própria CBF, já que, desde a contratação do técnico italiano, a entidade tinha o interesse de garantir estabilidade ao projeto de longo prazo, independentemente de oscilações iniciais de resultados.
A extensão do vínculo de Ancelotti ocorreu cerca de um mês antes do início da Copa de 2026. Na época, a CBF justificou a decisão como uma estratégia para assegurar um planejamento a médio e longo prazo, garantindo que o técnico teria mais tempo para implementar sua filosofia.
Todavia, estima-se que a concessão de prazos para a maturação tática mudará o patamar de exigência da confederação. Dessa forma, a confederação passará a exigir resultados muito mais rígidos ao longo dos próximos quatro anos.





